O advogado criminalista e pré-candidato a deputado federal pelo Novo-PR, Jeffrey Chiquini, conhecido por sua atuação crítica em relação ao sistema de justiça brasileiro, trouxe à tona uma análise contundente sobre o recente depoimento de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no âmbito da investigação que apura um rombo de R$ 12 bilhões no Banco de Brasília (BRB). Em vídeo divulgado em suas redes sociais, Chiquini aponta para o que ele considera uma “estratégia defensiva” para “blindar” ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial Alexandre de Moraes, sacrificando, para isso, a figura do governador do Distrito Federal, Ibanez Rocha (MDB) .
O Escândalo do Banco Master e o Depoimento de Vorcaro
O caso, que veio à tona em 2025, envolve a aquisição de R$ 12,2 bilhões em Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) consideradas “podres” pelo BRB, um banco de capital majoritariamente público . As investigações, conduzidas pela Polícia Federal (PF), apontam para um esquema fraudulento que teria contado com a participação de diversas figuras do cenário político e empresarial. O depoimento de Daniel Vorcaro, peça-chave no quebra-cabeça, era aguardado com grande expectativa e, segundo Chiquini, revelou mais do que simples fatos: descortinou uma trama para proteger o alto escalão do Judiciário.
Durante a oitiva, conduzida pela delegada Janaina Pereira Lima Palazzo, mas com perguntas formuladas pelo ministro do STF Dias Toffoli, Vorcaro confirmou ter tratado da venda do Banco Master ao BRB com o governador Ibanez Rocha. Para Chiquini, a forma como as perguntas foram elaboradas e as respostas dadas indicam um “jogo de cartas marcadas”.
“Está muito claro para mim, a estratégia é essa. Para blindar o STF, blindar Moraes, combinaram com o Vorcaro, que vão dar a cabeça de Ibanez”, afirma Chiquini no vídeo.
A Análise de Chiquini: Sacrifício Político para Proteger o Judiciário
A análise de Chiquini, embasada em seus 14 anos de experiência na advocacia criminal, sugere que o depoimento de Vorcaro foi cuidadosamente orquestrado para direcionar a culpa para Ibanez Rocha, afastando qualquer suspeita sobre o envolvimento de ministros do STF. O advogado destaca a ausência de questionamentos diretos sobre a participação de Alexandre de Moraes no caso, mesmo com a esposa do ministro, a advogada Viviane Barci de Moraes, representando o Banco Master em uma investigação relatada por Dias Toffoli no STF .
Chiquini questiona a seletividade das perguntas e a condução do inquérito, que, em sua visão, busca criar uma narrativa que preserve a imagem do Judiciário, mesmo que isso custe a carreira política de um governador. A tese do pré-candidato do Novo é de que o “sistema se reajusta” para proteger seus próprios membros, em um claro movimento de autoproteção corporativista.
Implicações Políticas e o Futuro das Investigações
A análise de Jeffrey Chiquini lança luz sobre as complexas relações entre os poderes no Brasil e a forma como as investigações de grande repercussão são conduzidas. Se a tese do advogado se confirmar, o caso do Banco Master pode se tornar um marco na história política do país, evidenciando a fragilidade do sistema de freios e contrapesos e a necessidade de uma maior transparência e isenção nas apurações que envolvem figuras do alto escalão da República.
Enquanto as investigações prosseguem, a análise de Chiquini serve como um alerta para a sociedade civil e para os operadores do direito sobre a importância de se manter um olhar crítico e vigilante sobre os desdobramentos do caso. A “novela”, como o próprio Chiquini a define, está longe de um desfecho e promete novos capítulos que podem abalar as estruturas do poder no Brasil.
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Sobre o autor: Thiago Branco é CEO e proprietário do portal Folha de Curitiba, além de Head de Estratégias de Tráfego e Comercial. Especialista em marketing político, gestão de crise, posicionamento e campanhas de tráfego pago para mandatos, pré-candidatos e partidos, atua na análise profunda de dados para criar estratégias que geram engajamento, autoridade e votos. Para consultorias, projetos de comunicação política ou gestão de tráfego, entre em contato pelo WhatsApp (41 ) 99149 – 7821