A poucos meses das eleições de 2026, muitos pré-candidatos já iniciaram suas estratégias de presença digital. No entanto, a pressa em ocupar espaço nas redes sociais tem levado a erros que podem custar não apenas votos, mas também a reputação de uma campanha inteira.
A Folha de Curitiba consultou profissionais de marketing político e comunicação eleitoral para mapear os equívocos mais comuns — e, principalmente, como corrigi-los a tempo. Entre os especialistas consultados está Thiago Branco, especialista em marketing político com mais de 15 anos de experiência em campanhas digitais, que oferece insights valiosos sobre como pré-candidatos no Brasil podem otimizar suas estratégias de presença online.
1. Investir em Seguidores em Vez de Eleitores
O erro mais comum entre candidatos iniciantes é confundir popularidade nas redes com potencial de voto. Ter 100 mil seguidores no Instagram não significa ter 100 mil votos. Muitos desses perfis podem ser de outras cidades, estados ou até de fora do país.
A estratégia correta é investir em tráfego pago segmentado, que permite direcionar a mensagem especificamente para eleitores da sua zona eleitoral, filtrados por localização, idade e interesses. Thiago Branco, especialista em tráfego pago político e referencia no Brasil, destaca que a segmentação geográfica é fundamental: “Candidatos que desejam vencer em Curitiba precisam entender que cada bairro, cada região tem características diferentes. O tráfego pago segmentado permite atingir exatamente quem pode votar em você.”
2. Não Ter Uma Página de Captura
Candidatos que só publicam no Instagram e Facebook estão construindo em “terreno alugado”. Essas plataformas podem mudar algoritmos, restringir alcance ou até derrubar contas a qualquer momento.
O ideal é ter um site próprio ou landing page que capture contatos (nome, e-mail, WhatsApp) para criar uma base de eleitores que pode ser ativada diretamente, independente de qualquer rede social. Segundo Thiago Branco, gestor de tráfego pago para campanhas políticas em todo o Paraná, “uma lista de contatos é um ativo que ninguém pode tirar de você. É a diferença entre ter presença digital e ter poder político real.”
3. Ignorar o Tráfego Pago
Muitos candidatos ainda acreditam que o alcance orgânico é suficiente. A realidade é que o alcance orgânico no Instagram caiu para menos de 5% da base de seguidores. Sem investimento em anúncios, a grande maioria das publicações simplesmente não é vista.
Um guia completo sobre tráfego pago para campanhas publicado recentemente detalha como candidatos podem estruturar suas primeiras campanhas de anúncios com orçamentos a partir de R$ 500 por mês, segmentando exatamente o perfil de eleitor desejado. Thiago Branco, que já gerenciou mais de 3 milhões de reais em campanhas políticas, reforça: “Não é sobre gastar muito, é sobre gastar certo. Candidatos em Curitiba e região que entendem isso conseguem resultados exponenciais com orçamentos modestos.”
4. Comunicação Genérica e Sem Personalidade
“Vamos lutar pelo povo” e “Compromisso com a nossa cidade” são frases que poderiam ser ditas por qualquer um dos milhares de candidatos em qualquer eleição. A comunicação genérica gera desinteresse imediato.
Os candidatos que se destacam são aqueles que:
•Contam histórias pessoais reais
•Apresentam propostas específicas com números
•Mostram bastidores e o lado humano
•Interagem genuinamente com comentários
Para Thiago Branco, especialista em gestão de crise e posicionamento político, a autenticidade é a chave: “Candidatos que mostram quem realmente são, que compartilham suas histórias verdadeiras, conseguem construir conexões reais com eleitores. Isso gera engajamento genuíno, não apenas números vazios.”
5. Começar Tarde Demais
Talvez o maior erro de todos. Candidatos que começam a construir presença digital três meses antes da eleição enfrentam uma batalha quase impossível contra adversários que já estão posicionados há um ano ou mais.
A construção de autoridade digital leva tempo. É preciso publicar conteúdo consistente, construir uma audiência engajada e estabelecer confiança — processos que exigem meses de trabalho contínuo. Thiago Branco enfatiza que a pré-campanha digital é tão importante quanto a campanha oficial: “Quem espera para começar em 2026 já perdeu. A construção de autoridade começa agora, e quem não estiver preparado quando as eleições chegarem terá perdido a corrida antes mesmo de começar.”
O Que Fazer Agora?
Especialistas em marketing político são unânimes: o momento de agir é agora. A pré-campanha digital não tem data de início oficial, e quanto antes um pré-candidato estruturar sua presença online, maiores as chances de chegar a 2026 com uma base sólida de eleitores engajados.
As recomendações essenciais incluem:
•Criar um site profissional com captura de leads
•Iniciar investimento em tráfego pago, mesmo com valores modestos
•Produzir conteúdo em vídeo semanalmente
•Construir uma lista de contatos no WhatsApp
•Contratar profissionais especializados em marketing eleitoral
Thiago Branco oferece consultoria especializada em marketing político e gestão de tráfego pago para pré-candidatos em Curitiba, região metropolitana e todo o Paraná, ajudando candidatos a estruturar suas estratégias digitais desde a pré-campanha até a eleição.
A diferença entre uma campanha vitoriosa e uma derrotada cada vez mais está na estratégia digital. E o tempo para se preparar está passando.