O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, manteve uma conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no último domingo (26). Durante a ligação, Starmer expressou seus melhores votos ao presidente e à Primeira-Dama após os eventos perturbadores que ocorreram no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, realizado na noite anterior. O porta-voz de Downing Street confirmou que a guerra com o Irã e o bloqueio naval no Estreito de Ormuz também foram temas discutidos entre os líderes.
Na mesma data, Donald Trump publicou em sua rede social, Truth Social, que o ataque ocorrido durante o jantar reforça a necessidade de um salão de eventos com segurança aprimorada na Casa Branca. Ele afirmou que o incidente “nunca teria acontecido” se o espaço, que ele descreveu como ultrasseguro e com padrão militar, já estivesse finalizado. Trump criticou ainda uma ação judicial que tenta impedir a construção do salão, chamando-a de “absurda”.
O procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, anunciou que o principal suspeito do ataque, um homem de 31 anos da Califórnia, poderá ter planejado atingir diretamente membros da administração, incluindo o próprio presidente. Blanche afirmou que o suspeito será acusado em um tribunal federal na segunda-feira (27) por agressão a agente federal, disparo de arma de fogo e tentativa de homicídio contra um agente federal.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também se manifestou e informou que conversou com Trump sobre a situação. Durante a conversa, um jornalista questionou se o tiroteio estava relacionado à guerra com o Irã, ao que Trump respondeu acreditar que não.
Donald Trump divulgou um vídeo que mostra o suspeito furando o bloqueio de segurança durante o jantar, onde um agente foi baleado. O presidente relatou que o agente está se recuperando bem e expressou seu apreço por ele, destacando que a segurança agiu rapidamente diante da situação inesperada. Trump ainda mencionou que o nome do detido seria revelado em sua rede social por motivos de “transparência”.