Na sabatina de Jorge Messias, candidato a ocupar um cargo no governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) abordou temas polêmicos, começando pelo episódio de 8 de janeiro, que ele classificou como uma "farsa". Flávio apresentou fotos de condenados relacionados à invasão dos Três Poderes e questionou Messias sobre a percepção de que esses indivíduos poderiam representar uma ameaça à democracia.
O senador também indagou sobre a possibilidade de anistia aos condenados por tentativas de golpe e sobre o veto ao PL da Dosimetria, que poderia beneficiar esses condenados. Messias, por sua vez, destacou que não considera o espaço de poder como um local para corrupção, defendendo que decisões devem ser tomadas com sabedoria e levando em conta as consequências.
Durante a sabatina, Messias foi questionado sobre os pagamentos que excedem o teto constitucional. Ele reafirmou que todos os ocupantes de cargos públicos devem respeitar esse limite, enfatizando que o respeito ao teto é fundamental para a moralidade na administração pública. O advogado-geral também ressaltou a importância da Justiça especializada, que possui maior capacidade de avaliação em casos complexos.
Em uma declaração contundente sobre o aborto, Messias reiterou sua posição contrária, afirmando que todos os métodos de interrupção da gravidez são trágicos. Ele mencionou que, na sua atuação como Advogado-Geral da União, apresentou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) defendendo que apenas o Congresso Nacional possui a competência para legislar sobre o tema.
O senador Magno Malta também participou da sabatina, argumentando que "a Justiça caminha ao lado da misericórdia" e discutindo a importância da proporcionalidade nas condenações relacionadas ao golpismo. Malta reforçou a necessidade de um equilíbrio entre justiça e compaixão na atuação dos juízes.
A senadora Eliziane Gama e outros membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) também fizeram perguntas a Messias, que se identificou como evangélico, mas ressaltou a importância da laicidade do Estado. Até o momento, 22 senadores estavam inscritos para se manifestar durante a sabatina, que é um passo importante no processo de avaliação da indicação de Messias ao cargo de advogado-Geral da União.