O Paraná Clube foi determinado a desocupar um terreno na Avenida das Torres, onde manteve uma loja, após perder uma ação judicial contra o Grupo Sonae. A decisão, proferida pela Justiça, obriga o clube a deixar o local em 30 dias e a arcar com uma dívida que supera R$ 100 mil. A disputa se arrasta desde 2019, quando o grupo decidiu não renovar o contrato de uso do espaço, que valia até setembro daquele ano.
Decisão judicial determina que o Paraná Clube deixe o terreno em 30 dias após briga com o Grupo Sonae.
Na Avenida das Torres, em Curitiba, o Paraná Clube foi obrigado a deixar um terreno de sua propriedade em 30 dias, após uma decisão judicial que favoreceu o Grupo Sonae, proprietário do local. O clube deve também pagar uma dívida superior a R$ 100 mil, que inclui aluguéis e taxas atrasadas, além de custos do processo.
Contexto da disputa
O terreno foi negociado pelo Paraná Clube em 1997, inicialmente por aluguel e depois vendido em 1999, permitindo ao clube manter uma loja de 30 metros quadrados. Contudo, o acordo venceu em setembro de 2019, e o grupo decidiu não liberar mais o espaço, iniciando assim uma disputa judicial. O Paraná alega que tinha direito ao uso gratuito do local, mas a Justiça não reconheceu essa reivindicação.
Consequências financeiras
O Grupo Sonae cobra quase R$ 7 mil referentes a quatro meses de aluguel e taxas, mas o valor corrigido ultrapassa R$ 100 mil. O Paraná Clube, em recuperação judicial, argumentou sobre a impossibilidade de arcar com essas despesas, mas a Justiça determinou que a falta de um contrato formal comprometeu sua defesa.
Próximos passos
Com a decisão, o Paraná Clube tem um prazo de 30 dias para desocupar o local e pagar as dívidas. A possibilidade de recurso está em aberto, mas a situação financeira do clube pode complicar o processo.
Além disso, a disputa destaca a importância de contratos formais na gestão de propriedades e as consequências de acordos verbais não documentados.