Flotilha busca ajudar Gaza e denuncia intimidação de Israel

Embarcações israelenses cercam barcos da missão humanitária

A flotilha internacional com ajuda a Gaza denuncia manobras intimidatórias de navios israelenses.

Nesta quarta-feira, a flotilha internacional que tenta levar ajuda humanitária a Gaza denunciou que embarcações da marinha israelense realizaram manobras perigosas e intimidatórias, cercando seus barcos. Os organizadores da missão, que inclui a ativista climática Greta Thunberg, afirmaram que dois navios de guerra israelenses se aproximaram rapidamente, causando uma interrupção nos dispositivos de navegação e comunicação. Thiago Ávila, um dos organizadores, descreveu o incidente como um “ataque cibernético”.
A flotilha, composta por mais de 40 barcos civis e cerca de 500 pessoas, está atualmente a 120 milhas náuticas da costa de Gaza e planeja chegar na manhã de quinta-feira, caso não seja interceptada. “Essas ações hostis colocaram civis desarmados de mais de 40 países em grave perigo”, declarou a flotilha em comunicado.

Números e indicadores do caso

  • 500 pessoas a bordo da flotilha, incluindo parlamentares e ativistas.
  • 120 milhas náuticas da costa de Gaza, onde a flotilha se encontra atualmente.
  • 150 milhas náuticas é a distância em que navios de apoio da Itália e da Espanha se afastarão por motivos de segurança.

Tensão crescente na missão

Nos últimos dias, as tensões aumentaram após a flotilha ter sido atacada por drones israelenses com granadas de atordoamento, embora sem feridos. Israel justificou sua ação argumentando que o bloqueio naval é legal e visa combater militantes do Hamas. A flotilha já havia sido alvo de tentativas anteriores de interrupção, incluindo um ataque em 2010, quando nove ativistas foram mortos.

Apelo da comunidade internacional

A Itália e a Grécia solicitaram que Israel não ferisse os ativistas a bordo e pediram que a ajuda fosse entregue à Igreja Católica para distribuição em Gaza, proposta que foi rejeitada pela flotilha. Francesca Albanese, especialista da ONU, ressaltou que qualquer interceptação da flotilha seria uma violação da lei internacional. A missão permanece firme em seu objetivo de chegar à costa de Gaza com a ajuda humanitária.

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