Frio acende alerta para vacinação entre idosos

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Queda nas temperaturas favorece doenças respiratórias e especialista reforça a importância de manter o calendário vacinal em dia

 

 

 

 

Mais do que uma medida preventiva, a vacinação na população idosa se tornou uma estratégia essencial de proteção à vida. Com o avanço da idade, o organismo perde parte da capacidade de resposta imunológica, o que aumenta significativamente o risco de agravamento de doenças infecciosas. Dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, com base nos boletins epidemiológicos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) reforçam o alerta. Apenas em 2026, o Paraná já registrou mais de 4 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave e 170 mortes, com impacto significativo entre a população idosa.

“Quando a gente fala de idoso, a vacinação deixa de ser só prevenção, ela passa a ser uma estratégia de proteção de vida mesmo”, afirma o enfermeiro e coordenador do curso de Enfermagem da Estácio, Julio Eduvirgem. Segundo ele, entre as principais vacinas recomendadas estão a influenza, com aplicação anual, os reforços contra a Covid-19, além das vacinas pneumocócica, dT (difteria e tétano) e, em alguns casos, hepatite B.

Segundo o especialista, manter o calendário em dia contribui diretamente para evitar complicações, reduzir internações e preservar a autonomia dos idosos. “O organismo demora mais para reconhecer o vírus, produz menos anticorpos e tem uma resposta menos potente”, explica o professor. Isso não significa, continua ele, que a vacina não funcione, mas reforça a necessidade de doses periódicas. “Não é que a vacina não ‘pegue’ no idoso. É que o organismo precisa de mais estímulo para se proteger bem”.

O enfermeiro explica que as vacinas funcionam como um treinamento para o sistema imunológico. Ao entrar em contato com versões inativadas ou fragmentos dos agentes infecciosos, o organismo aprende a reagir e cria memória imunológica. “O mais importante é entender que muitas vacinas não evitam 100% a infecção, mas reduzem muito a gravidade. É isso que faz diferença na prática”, destaca. Na população idosa, esse efeito é determinante para evitar hospitalizações e mortes, especialmente em doenças como gripe, Covid-19 e pneumonia. Por isso, explica o coordenador, a ausência da vacinação expõe o idoso a riscos considerados evitáveis.

Segundo ele, a gripe, muitas vezes subestimada, pode evoluir para pneumonia. A Covid-19 segue em circulação, com maior risco de agravamento nessa faixa etária. “Já a pneumonia permanece como uma das principais causas de hospitalização entre idosos”, alerta. Com a chegada do frio, a tendência é de aumento dessas doenças, o que reforça a importância da prevenção por meio da vacina.

 

 

Mitos e verdades sobre vacinação

Entre os principais desafios para a vacinação estão dúvidas e receios comuns entre os idosos. “A gente escuta muito: ‘tomei e fiquei gripado’, ‘preciso tomar de novo?’, ‘vacina faz mal?’”, relata o enfermeiro. Nesse contexto, o papel da enfermagem é fundamental, especialmente no acolhimento, na escuta e na orientação em linguagem acessível.

Diante da circulação de informações desencontradas sobre vacinação, é preciso desmistificar crenças equivocadas, que ainda são um dos principais obstáculos para a adesão às campanhas, especialmente entre idosos. Essas percepções podem levar ao atraso ou à recusa da vacina, aumentando o risco de complicações, internações e até mortes por doenças evitáveis.

 

 

 

 

Fonte: Assessoria de Imprensa. / Foto: Magnific.

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