Intoxicação por metanol: como o etanol age como antídoto

Entenda o tratamento e os riscos da intoxicação

O rapper Hungria, de 34 anos, foi internado em Brasília com suspeita de intoxicação por metanol, um caso que revela os riscos do consumo de bebidas adulteradas.

Na manhã de 2 de outubro de 2025, o rapper Hungria, de 34 anos, foi internado no Hospital DF Star, em Brasília, com suspeita de intoxicação por metanol. O artista apresentou sintomas graves, como cefaleia, náuseas, vômitos e acidose metabólica, em meio a um surto que vem afetando várias pessoas no Brasil devido ao consumo de bebidas adulteradas.

Como funciona o tratamento

O tratamento para intoxicação por metanol frequentemente envolve a administração de etanol, que é utilizado para competir com o metanol pela mesma enzima no fígado. Isso ajuda a retardar a produção de metabólitos tóxicos, permitindo que o corpo elimine o metanol de forma mais segura. O médico emergencista Yuri Castro Santos destaca que o fomepizol seria uma alternativa mais eficaz, pois bloqueia a enzima sem causar efeitos colaterais, mas esse medicamento não está disponível no Brasil.

Riscos do uso de etanol

Embora o etanol seja eficaz, sua administração não é isenta de riscos. Pode causar depressão do sistema nervoso central e hipoglicemia, exigindo monitoramento constante em UTI e checagem frequente dos níveis sanguíneos. Os sintomas iniciais da intoxicação podem incluir dor abdominal intensa, sonolência e confusão mental, enquanto complicações mais graves podem incluir cegueira irreversível e insuficiência renal.

O que é o metanol

O metanol é um álcool simples, diferente do etanol presente em bebidas. O fígado metaboliza ambos, mas a reação do organismo ao metanol é muito mais perigosa, pois o ácido fórmico gerado pode causar acidose metabólica severa, comprometendo órgãos vitais e aumentando o risco de complicações graves. Por esta razão, a intoxicação por metanol é considerada uma emergência médica.

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: