Rim tipo A convertido em O: nova esperança para doações

Estudo inova na compatibilidade de transplantes

Cientistas canadenses converteram rim tipo A em O, buscando reduzir a fila de espera por transplantes.

Um novo estudo canadense trouxe esperança para a fila de transplantes de órgãos no Brasil, que atualmente conta com 73 mil pacientes, sendo a maioria aguardando por um rim. Cientistas conseguiram converter um rim humano do tipo sanguíneo A em um do tipo O, o que poderá facilitar a compatibilidade para transplantes. O procedimento foi realizado em um paciente com morte cerebral e os resultados foram publicados nesta sexta-feira (3/10) na revista Nature Biomedical Engineering.

Avanços na compatibilidade de transplantes

O rim convertido funcionou por dois dias antes de sinais de rejeição aparecerem, um progresso significativo, considerando que a rejeição normalmente ocorre de forma imediata entre sangue incompatível. A técnica, conhecida como ECO, utiliza enzimas para remover antígenos das células sanguíneas que provocam a rejeição. Essa inovação pode transformar órgãos em potenciais doadores universais, reduzindo a longa espera nas listas de transplantes, que atualmente pode chegar a quatro anos para pacientes do tipo O.

Importância da doação de órgãos

Desde a década de 1950, o transplante renal enfrenta desafios, como a necessidade de compatibilidade entre doador e receptor, entre outros fatores como o tamanho do órgão e o tempo de transporte até o centro cirúrgico. O corpo humano possui quatro grupos sanguíneos principais: A, B, AB e O, sendo o tipo O considerado universal. Essa nova abordagem na conversão de órgãos pode não apenas melhorar as taxas de transplante, mas também aumentar as chances de sobrevivência de pacientes em estado crítico.

Conclusão

Com a maioria dos pacientes na lista de espera sendo do tipo O, essa inovação pode ter um impacto significativo na saúde pública, ampliando as possibilidades de transplantes em escala global.

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