Contaminação por metanol em bebidas: investigações revelam hipóteses

Nesta segunda-feira (6), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, revelou que as investigações sobre a contaminação por metanol em bebidas ainda não chegaram a uma conclusão. Até o último domingo (5), 225 casos suspeitos foram contabilizados pelo Ministério da Saúde. Derrite destacou duas hipóteses principais: a lavagem de vasilhames com metanol e a mistura acidental ou intencional de metanol com etanol. Embora a força-tarefa investigue essas possibilidades, não há indícios de ligação do crime organizado com as adulterações. O ministro da Saúde confirmou 16 casos de intoxicação por metanol, com 14 ocorrendo em São Paulo e 2 no Paraná, além de 2 mortes confirmadas em São Paulo.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, apresentou as principais hipóteses sobre a contaminação por metanol em bebidas, incluindo lavagem de vasilhames.

Nesta segunda-feira (6), o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que as investigações sobre a intoxicação por metanol no estado ainda não chegaram a uma conclusão sobre a origem da contaminação. Até o último domingo (5), o Ministério da Saúde contabilizava 225 casos suspeitos de intoxicação pela substância no país.

Hipóteses sobre a contaminação

Derrite destacou que duas hipóteses estão sendo analisadas como mais prováveis pela força-tarefa paulista: a lavagem de vasilhames com metanol, utilizado indevidamente para limpar garrafas reutilizadas na falsificação de destilados, e a mistura acidental ou intencional de metanol com etanol, usada para aumentar o volume de bebidas adulteradas vendidas como gim, vodca e uísque. “Ainda não temos respostas conclusivas sobre a contaminação, mas há fortes indícios de uso do metanol na higienização de garrafas e nas misturas com etanol em fábricas clandestinas”, afirmou Derrite durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

Ligação com crime organizado

O secretário também reafirmou que não há indícios de ligação do crime organizado, especialmente do PCC (Primeiro Comando da Capital), com os esquemas de adulteração de bebidas. “Não há nenhum indício de participação do crime organizado”, disse o secretário, ao apresentar o pacote antimetanol do governo paulista, reforçando a posição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), que nega o envolvimento da facção. Essa tese, no entanto, é contestada por integrantes do governo federal e da Polícia Federal, que mantêm a hipótese sob apuração.

Medidas adotadas pelo governo paulista

Desde o início da crise, que ganhou força em agosto, o governo de São Paulo montou uma força-tarefa conjunta entre as secretarias da Segurança Pública, Saúde, Fazenda e o Procon-SP. Mais de mil garrafas foram apreendidas em operações realizadas desde então, e ao menos dez estabelecimentos foram interditados por suspeita de irregularidades fiscais e sanitárias. O Ministério da Saúde confirmou 16 casos de intoxicação por metanol, sendo 14 em São Paulo e 2 no Paraná, além de duas mortes no território paulista e 13 óbitos sob investigação em cinco estados. O governo paulista anunciou um “pacote antimetanol”, com medidas que incluem rastreamento digital de notas fiscais, suspensão preventiva de registros estaduais e reforço nas fronteiras químicas.

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