O governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar um novo modelo de crédito imobiliário nesta sexta-feira, que promete liberar pelo menos R$ 20 bilhões na economia. Esta medida, que implementa uma nova dinâmica de financiamento com recursos da poupança, poderá ser um impulso significativo para o setor imobiliário, principalmente em um momento de expectativa com as eleições. O Banco Central, em colaboração com o Ministério das Cidades e o Ministério da Fazenda, busca alterar a forma como os recursos da poupança são direcionados para o crédito habitacional, permitindo maior liberdade para os bancos e, consequentemente, reduzindo as taxas de juros. Com isso, o governo espera estimular o crescimento econômico em um período de incertezas.
O novo modelo de crédito imobiliário pode liberar R$ 20 bilhões na economia brasileira. Medida deve ser anunciada nesta sexta-feira.
Novo modelo de crédito imobiliário
O governo Luiz Inácio Lula da Silva vai anunciar nesta sexta-feira (7 de outubro de 2023) um novo modelo de crédito imobiliário, com potencial para liberar pelo menos R$ 20 bilhões na economia. A nova dinâmica, que começará imediatamente, envolve a liberação de parte do compulsório, dinheiro recolhido obrigatoriamente pelo Banco Central, e visa impulsionar o financiamento habitacional.
Detalhes da nova sistemática
Desenvolvido pelo Banco Central em parceria com o Ministério das Cidades e o Ministério da Fazenda, o novo modelo altera a lógica do direcionamento dos recursos da poupança. Para cada real de financiamento habitacional concedido, o banco destravaria o mesmo volume de recursos da poupança para uso livre por um período de 5 anos. Após esse prazo, seria necessário conceder novo crédito para renovar a permissão de uso.
Impactos esperados
A mudança é esperada para aumentar a oferta de financiamento com juros mais baixos, já que os lucros obtidos em operações mais rentáveis poderão ser utilizados para reduzir as taxas do crédito imobiliário. Durante o período de teste, que se estende até o fim de 2026, 5 pontos percentuais do compulsório poderão ser usados na nova sistemática, reduzindo a retenção dos bancos de 20% para 15%.
Projeções e próximos passos
As estimativas indicam que essa liberação imediata de compulsório pode resultar em um impacto econômico de R$ 20 bilhões, podendo chegar a R$ 37,5 bilhões, dependendo da adesão das instituições financeiras ao novo modelo. O Sistema de Financeiro de Habitação (SFH) deverá receber 80% dos recursos liberados, enquanto o restante poderá ser utilizado no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
A implementação do novo modelo depende apenas da aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN) e de uma resolução do Banco Central, com reuniões extraordinárias já previstas para esta semana.