Comissão Europeia propõe redução de cotas de importação de aço

Medida visa preservar a indústria siderúrgica local

Comissão Europeia propõe cortar cotas de importação de aço em quase 50% para preservar a produção local.

Nesta terça-feira, em Bruxelas, a Comissão Europeia anunciou um corte significativo de quase 50% nas cotas de importação de aço isentas de tarifas, como parte de um esforço para preservar a viabilidade da produção de aço na União Europeia. Atualmente, os produtores operam com apenas 67% de sua capacidade, e a expectativa é que essa nova medida eleve essa taxa para 80%.

Contexto da proposta

Os empresários do setor siderúrgico estão em alerta, já que essa mudança surge em um momento em que as tarifas dos Estados Unidos e o aumento das importações têm impactado a produção local negativamente. A proposta prevê um volume de importação isento de tarifas de 18,3 toneladas métricas por ano, o que representa uma redução de 47% em relação às cotas estabelecidas para 2024. A tarifa para remessas que excederem essa cota será de 50%, alinhando-se com práticas já adotadas por Canadá e EUA.

Reação do setor

Axel Eggert, diretor geral da Eurofer, destacou que as novas medidas podem reduzir as importações para uma participação de mercado de 15%, um passo crucial para a recuperação do setor. Além disso, a proposta exige que os importadores apresentem provas da origem do aço, uma medida que visa aumentar a transparência no mercado.

Desafios e perspectivas futuras

As propostas ainda precisam passar pela aprovação dos governos da UE e do Parlamento Europeu, e haverá necessidade de negociações com os parceiros da Organização Mundial do Comércio (OMC). O Reino Unido, que se posiciona como o oitavo maior exportador de aço para a UE, está buscando esclarecimentos sobre como essas mudanças afetarão o comércio entre as duas regiões, enfatizando a importância de proteger os fluxos comerciais.

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