Após uma transição de carreira motivada pela maternidade, fotógrafa encontrou na fotografia corporativa e nos eventos empresariais um novo caminho profissional
A fotografia surgiu de forma inesperada na vida de Ana Paula Martynyszyn, mas rapidamente deixou de ser apenas uma paixão para se transformar em negócio. Após deixar o trabalho formal para cuidar da filha durante um período delicado de investigação neurológica, ela encontrou na fotografia uma nova possibilidade de recomeço profissional — e também de independência financeira.
O que inicialmente seria um “plano B” acabou se tornando a principal fonte de renda durante a pandemia, consolidando sua atuação no mercado criativo e empresarial.
Da maternidade à fotografia profissional
Ana Paula conta que a decisão de estudar fotografia aconteceu logo após deixar o emprego no CLC para dedicar mais tempo à filha.
“Quando deixei meu trabalho para cuidar da minha filha, a primeira coisa que fiz foi me matricular em um curso de fotografia. Durante o curso, que durou um ano, eu já sabia que aquilo se tornaria um negócio”, relembra.
Na época, ela ainda possuía outra empresa e acreditava que a fotografia funcionaria apenas como um projeto paralelo. Porém, com as mudanças provocadas pela pandemia, a profissão ganhou protagonismo em sua vida. “A fotografia acabou se tornando meu plano A”, afirma.
Do ensaio feminino ao universo corporativo
Ao longo da trajetória, Ana Paula desenvolveu um olhar voltado especialmente para a fotografia feminina, com destaque para ensaios sensuais e casuais. Com o passar do tempo e o fortalecimento de projetos voltados ao empreendedorismo feminino, o nicho passou a se expandir.
“Hoje meu principal nicho são as fotos corporativas e os eventos empresariais”, explica. O trabalho da fotógrafa busca unir identidade, posicionamento profissional e imagem estratégica, principalmente para empreendedoras que desejam fortalecer sua presença no mercado.

Empreender exige adaptação constante
Assim como muitos brasileiros que empreendem, Ana Paula precisou lidar com desafios e mudanças inesperadas ao longo da caminhada. Para ela, a principal estratégia para manter o negócio ativo está na capacidade de adaptação.
“A gente precisa se adaptar, estudar e entender o mercado para poder sobreviver”, destaca. Ela acredita que o empreendedorismo criativo exige atualização constante e visão estratégica para acompanhar as transformações do setor.
Três conselhos para quem deseja empreender na área criativa
Para quem deseja iniciar no empreendedorismo — especialmente em áreas criativas como a fotografia — Ana Paula compartilha três orientações fundamentais:
- Desenvolver um estilo autoral, indo além da técnica;
- Construir um portfólio focado no nicho desejado;
- Atualizar constantemente o conhecimento diante das novas ferramentas e tendências do mercado.
Segundo ela, autenticidade e preparo fazem toda a diferença para construir uma carreira sólida e competitiva.
A Coluna “Bora, Empreender?!” do Jornal Folha de Curitiba abre espaço para histórias inspiradoras de empreendedores, profissionais e empresas que fazem a diferença em seus segmentos.
Sugestões de pautas e histórias podem ser encaminhadas para o e-mail: kelbraga.folhadecuritiba@gmail.com
Fonte e fotos: Ana Paula Martynyszyn, fotógrafa.