A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, chegou a Tenerife para acompanhar a operação de desembarque do cruzeiro MV Hondius, que registrou casos de hantavírus durante uma expedição. A ministra estava acompanhada do ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, e do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
O governo espanhol determinou que as Ilhas Canárias receberiam o MV Hondius, apesar da resistência do governo regional. Essa decisão foi tomada poucas horas antes da chegada do navio a Tenerife. O presidente das Canárias, Fernando Clavijo, havia declarado que não permitiria a ancoragem da embarcação, citando a falta de garantias e informações sobre os protocolos de segurança.
Atualmente, o navio registra oito casos notificados de hantavírus, dos quais seis foram confirmados em laboratório, além de três mortes associadas à doença. As autoridades informaram que os passageiros que permanecem a bordo estão assintomáticos, o que levanta a questão sobre os riscos à saúde pública.
A operação de desembarque será realizada em grupos, com o transporte isolado dos passageiros até o aeroporto e a posterior repatriação para seus países de origem. A OMS, por sua vez, declarou que o risco para a população local é considerado baixo, tranquilizando a comunidade sobre a situação.
Neste sábado (9), o governo das Ilhas Canárias anunciou que não autorizaria a ancoragem do MV Hondius, afetado pelo surto, minutos antes do horário previsto para a operação. A decisão foi motivada por uma divergência relacionada ao tempo que o cruzeiro permaneceria ancorado, conforme noticiado por um veículo local.