O cruzeiro MV Hondius, que enfrenta um surto de hantavírus, atracará no porto de Granadilla, em Tenerife, onde a Unidade Militar de Emergências da Espanha ficará responsável por levar os passageiros em quarentena até o aeroporto de Tenerife-Sul. Essa decisão foi tomada pelos ministérios da Saúde e do Interior, que coordenam a operação, após empresas locais se recusarem a realizar o transporte dos viajantes.
A Marinha Mercante da Espanha havia ordenado que o navio fosse acolhido no porto por questões de segurança marítima e assistência sanitária necessária a bordo. Para garantir a segurança do desembarque, um esquema sanitário especial foi elaborado, contando com o apoio da Autoridade Portuária de Tenerife e, se necessário, do serviço de resgate marítimo espanhol.
De acordo com informações do jornal espanhol El Mundo, o governo das Ilhas Canárias não aceitou a ancoragem do MV Hondius por mais de 24 horas, alegando que essa medida é fundamental para a segurança pública. A ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, e o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska, chegaram a Tenerife antes da oposição do governo regional, acompanhados do diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, para supervisionar a operação.
O MV Hondius registra 8 casos de hantavírus, com 6 confirmados em laboratório e 3 mortes. Apesar da gravidade do surto, as autoridades informaram que os passageiros que permanecem a bordo estão assintomáticos. A operação de desembarque será realizada em grupos, com transporte isolado até o aeroporto, onde os passageiros serão repatriados para seus países de origem.
A situação do cruzeiro gerou tensões entre o governo da Espanha e o governo das Ilhas Canárias. O presidente Fernando Clavijo havia declarado que não autorizaria a ancoragem do navio, citando a falta de garantias e informações sobre os protocolos de segurança que seriam adotados. A decisão de não permitir a entrada do cruzeiro foi tomada momentos antes da operação, aumentando a incerteza sobre o futuro da embarcação e de seus passageiros.