Investigação sobre assassinato de Ruy Ferraz avança com duas linhas de apuração

Polícia busca esclarecer motivações do crime que chocou Praia Grande

Um mês após o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, polícia investiga se o crime foi uma vingança do PCC ou uma retaliação por disputas internas da prefeitura.

Investigação sobre assassinato de Ruy Ferraz avança

Um mês após o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, em Praia Grande, a polícia investiga se o crime foi uma vingança do PCC ou uma retaliação por disputas internas da prefeitura. Em 15 de setembro, Ferraz foi morto a tiros, e cinco pessoas já foram presas por suspeita de envolvimento no caso.

Linhas de investigação

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga duas linhas principais:

  • Vingança do crime organizado, especialmente do Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que Ruy combateu durante sua carreira policial.
  • Retaliação dentro da prefeitura, motivada pela fiscalização de um contrato de R$ 24,8 milhões destinado à ampliação do sistema de videomonitoramento e Wi-Fi da cidade.

Prisões e desdobramentos

Cinco servidores da prefeitura estão sob investigação, incluindo o subsecretário de Gestão de Tecnologia, Sandro Rogério Pardini, que pediu exoneração após buscas em sua casa, onde foram apreendidos computadores, pistolas e cerca de R$ 50 mil em espécie. A defesa de Pardini nega qualquer envolvimento.
Além de Pardini, outros quatro suspeitos estão presos, entre eles Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, e Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar. Umberto Alberto Gomes, um dos suspeitos, foi morto em confronto com a polícia no Paraná, e teria participado diretamente do ataque.

Contexto da investigação

Ruy Ferraz teve um papel central no combate ao PCC, sendo responsável pela transferência de líderes da facção para presídios federais. A investigação continua, e novas informações devem surgir à medida que as autoridades aprofundam as apurações.

PUBLICIDADE

VIDEOS

JOCKEY

Relacionadas: