Joaquim Barbosa considera candidatura à presidência com condições específicas

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O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa manifestou à jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, sua intenção de considerar uma candidatura à presidência da República. No entanto, ele destacou que essa possibilidade está atrelada a uma série de condições que precisam ser atendidas para que sua participação no pleito deste ano se concretize.

Uma das principais condições mencionadas por Barbosa é a necessidade de sentir uma boa receptividade do eleitorado. Ele enfatizou que o apoio popular é fundamental para que sua candidatura tenha viabilidade. Além disso, o ex-ministro destacou a importância de contar com uma estrutura adequada para a campanha, o que inclui a formação de alianças estratégicas com outros partidos que possibilitem acesso a tempo de televisão e recursos financeiros.

Desde que se filiou ao Democracia Cristã (DC) em abril deste ano, a intenção de Barbosa de ser candidato gerou um clima de tensão dentro da legenda. O ex-deputado federal Aldo Rebelo, que também se coloca como pré-candidato pelo DC, considerou a movimentação de Barbosa uma “afronta” e anunciou que pretende seguir na disputa pela candidatura.

Cândido Vaccarezza, presidente do diretório paulista do DC, se manifestou contra a candidatura de Barbosa, chamando-o de “inapoiável” e afirmando que tomará medidas para barrar sua ascensão dentro do partido. Em contraposição, o presidente nacional da legenda, João Caldas, declarou que tomará providências drásticas, incluindo a expulsão de quem se opuser à candidatura de Barbosa.

Essas tensões internas no DC refletem um momento delicado para o partido, que deve equilibrar as aspirações de diferentes pré-candidatos enquanto busca consolidar sua posição no cenário político nacional. A situação promete intensificar os debates e as articulações dentro da legenda nos próximos meses, à medida que se aproxima o período eleitoral.

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