Outubro Rosa: como a prevenção e diagnóstico precoce podem reduzir riscos do câncer de mama

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COP reforça importância da promoção da saúde e inaugura unidade multidisciplinar de wellness, primeira do Sul do Brasil

 

O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo (exceto pele não melanoma). De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados 74 mil novos casos anuais no país. A probabilidade populacional indica que uma em cada oito mulheres, ou 12,5% da população feminina, desenvolverá a doença ao longo da vida. Apesar da alta incidência, as chances de cura superam 90% quando o tumor é diagnosticado em fase inicial.

Segundo a cirurgiã oncológica, Priscila Morosini, do Centro de Oncologia do Paraná (COP), a campanha Outubro Rosa é um chamado global para conscientizar a população sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce, com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso corporal, moderação no consumo de álcool e abandono do tabagismo. “Reduzir o risco significa fazer escolhas no dia a dia que impactam diretamente na saúde. Isso não elimina totalmente a possibilidade de desenvolver a doença, mas ajuda a proteger aquelas mulheres que ainda não tiveram diagnóstico e também melhora a qualidade de vida das que já passaram pelo câncer”, explica Priscila.

Morosini explica que, a adesão aos exames de rastreamento, especialmente a mamografia, ainda enfrenta barreiras culturais, de acesso e até emocionais, como o medo do resultado, porém a Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda que a mamografia seja realizada anualmente a partir dos 40 anos, enquanto mulheres com histórico familiar ou fatores de risco específicos devem iniciar antes, conforme orientação médica. “É comum que muitas pacientes cheguem ao consultório com medo da mamografia ou em dúvida sobre quando iniciar. A verdade é que, quanto antes descobrirmos, maiores são as chances de cura e menores as chances de tratamentos mais agressivos. O diagnóstico precoce é determinante”, ressalta a oncologista.

Rastreamento e prevenção

No entanto, mesmo mulheres que adotam estilo de vida saudável podem desenvolver a doença, o que torna o rastreamento essencial, sendo que a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia é realizar mamografia anualmente a partir dos 40 anos. Nos casos com histórico familiar ou fatores de risco específicos, a indicação é começar antes, conforme orientação médica. “O medo da mamografia e a dúvida sobre quando iniciar ainda são barreiras importantes. Mas precisamos reforçar que descobrir cedo aumenta muito as chances de cura e permite tratamentos menos agressivos”, alerta Morosini.

Para além da prevenção individual, a especialista ressalta que a informação precisa ser clara e acessível, com o apoio ativo das equipes médicas. “Todas as mulheres estão nessa fila do câncer de mama. Algumas vão desenvolver pelo risco populacional, outras por histórico pessoal ou familiar. O que podemos fazer é reduzir riscos e investir no diagnóstico precoce, que salva vidas. O papel da equipe médica é central nesse processo”, acrescenta a médica.

COP Wellness

 

Promover saúde vai além de tratar a doença, é também sobre criar condições para que pacientes e familiares vivam com mais qualidade, segurança e autonomia. Foi com esse propósito que o COP inaugurou em 2025 a primeira unidade de wellness multidisciplinar voltada ao paciente oncológico do Sul do Brasil, um espaço que reúne nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas, equipe de cuidados paliativos e outros profissionais de apoio, criando uma rede integrada de cuidado e prevenção. “Essa nova unidade vem ao encontro da nossa missão de olhar para o paciente como um todo. Estamos falando não apenas de tratamento, mas também de promover saúde, reduzir riscos e apoiar o processo de sobrevivência ao câncer”, comenta Morosini.

O conceito de survivorship (acompanhamento integral de pacientes que já enfrentaram o câncer ou que estão em risco aumentado) está no centro dessa proposta. Para mulheres que já passaram pelo diagnóstico de câncer de mama, o suporte multidisciplinar auxilia no retorno à rotina, no manejo de efeitos tardios dos tratamentos e na prevenção de recidivas. Para aquelas que nunca tiveram a doença, o espaço atua como um centro de promoção de saúde, reforçando práticas de prevenção e acompanhamento personalizado. “É fundamental que as mulheres entendam que o cuidado não começa apenas após o diagnóstico. Existe muito que pode ser feito antes, e isso está diretamente relacionado à redução dos casos mais graves”, explica Priscila.

Cuidados para promover saúde e reduzir riscos do câncer de mama

  • Manter uma alimentação equilibrada e reduzir o consumo de ultraprocessados e álcool.
  • Praticar atividade física regularmente (pelo menos 150 minutos semanais).
  • Manter o peso corporal adequado.
  • Não fumar e evitar exposição ao tabaco.
  • Realizar mamografia de rastreamento conforme orientação médica.
  • Conhecer a própria história familiar e discutir fatores de risco com seu médico.
  • Valorizar o acompanhamento multidisciplinar para promover o bem-estar integral.

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