Durante a sessão plenária realizada na terça-feira, 19 de maio, o senador Oriovisto Guimarães abordou a mudança na escala de trabalho de 6X1 para 5X2, enfatizando a necessidade de um debate aprofundado sobre o tema. Ele afirmou que, embora os trabalhadores mereçam dois dias de descanso, é fundamental considerar as repercussões dessa alteração na remuneração, especialmente para a categoria de professores.
Oriovisto exemplificou a situação ao mencionar que um professor contratado por hora que recebia um salário de R$ 6 mil teria seu descanso remunerado reajustado de R$ 1.000,00 para R$ 2.400,00. Segundo ele, esse aumento geraria um impacto significativo nas instituições de ensino, uma vez que os salários dos professores representam entre 60% a 70% das despesas totais das escolas particulares.
O senador também ressaltou que é essencial que cada regime de trabalho, seja CLT ou estatutário, seja analisado e regulamentado separadamente. Ele alertou que a população não deve arcar com as consequências financeiras da mudança, que poderá forçar as escolas a reajustar as mensalidades. "Não votaremos contra, mas é preciso estar alerta aos cuidados que precisam ser tomados", afirmou.
Além do tema da jornada de trabalho, outras questões relevantes foram discutidas na mesma sessão, como o endividamento do setor agro do Paraná, que alcançou R$ 10,8 bilhões, colocando em risco a saúde financeira do setor. A situação requer atenção das autoridades e uma abordagem cuidadosa para evitar consequências mais graves.
A discussão sobre a escala de trabalho e seus impactos econômicos se insere em um contexto mais amplo de mudanças nas condições de trabalho e suas repercussões na qualidade de vida dos trabalhadores e na sustentabilidade das instituições educacionais. O debate promete continuar, à medida que mais dados e opiniões surgem sobre o assunto.