Acordos entre China e EUA incluem compra de jatos e carne bovina

A China firmou um acordo para adquirir 200 jatos da Boeing, além de retomar as importações de determinados produtos de carne bovina dos Estados Unidos. Essas decisões representam um dos mais claros sinais de desescalada nas tensões comerciais entre as duas nações, após a recente cúpula entre o presidente Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping.

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (20), o Ministério do Comércio da China revelou que, na semana anterior, equipes de ambos os países realizaram discussões detalhadas sobre tarifas. O ministério expressou a expectativa de que os EUA cumpram os compromissos assumidos e que as tarifas sobre produtos chineses não excedam os limites acordados durante a reunião de outubro em Kuala Lumpur.

Além disso, o ministério chinês manifestou a esperança de que Washington avance nas futuras negociações visando a remoção de tarifas unilaterais impostas à China. As duas nações concordaram, em princípio, em estabelecer um arcabouço para a redução mútua de tarifas sobre produtos equivalentes, no contexto de um conselho comercial, onde cada lado inclui bens no valor de pelo menos US$ 30 bilhões.

De acordo com informações do ministério, os produtos que forem aprovados por ambas as partes poderão ser tributados por alíquotas de NMF (nação mais favorecida) ou menores. A redução das tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos abrangerá aproximadamente 10% das importações americanas provenientes da China, conforme apontado por Zhiwei Zhang, economista da Pinpoint Asset Management.

Zhang ressaltou que, embora o volume negociado não seja significativo o suficiente para alterar as projeções de crescimento da China nos mercados, representa um avanço importante nas relações comerciais entre os dois países.

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