Deputados federais e distritais se reuniram com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, para discutir a situação do Banco de Brasília (BRB). Após o encontro, os parlamentares informaram que não há prazo estabelecido pela autarquia para a análise do banco, que agora se baseia em critérios de liquidez e patrimônio.
Fábio Félix, deputado distrital pelo PSOL, comentou que a análise do BC se concentra em questões operacionais diárias, deixando de lado o prazo anteriormente fixado de 31 de março. Ele afirmou aos jornalistas que o BC não está mais trabalhando com uma discussão de prazo, o que levanta preocupações sobre a situação do BRB.
Durante a reunião, Galípolo não detalhou a situação do BRB, mas demonstrou preocupação com a importância do banco para a economia do Governo do Distrito Federal. Os deputados salientaram que o BRB deve ser visto como uma vítima, ressaltando a necessidade de encontrar uma solução para o banco.
Os parlamentares criticaram o Governo do Distrito Federal, em especial a governadora Celina Leão, e mencionaram o caso do Banco Master como parte do contexto. Félix destacou que as ações do governo são insuficientes e protelatórias, sugerindo que o governo estaria aguardando as eleições para buscar soluções efetivas.
Sobre a busca de ajuda do Governo Federal, os deputados afirmaram que Celina Leão apenas enviou um ofício simbólico, sem tomar medidas concretas para garantir apoio. Érika Kokay questionou a falta de ação da governadora em buscar ajuda da bancada federal do PT, afirmando que o grupo está disposto a encontrar soluções reais para o BRB.
Melchionna, também do PSOL, defendeu a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, argumentando que a situação envolve interesses não apenas do DF, mas de outros estados, como o Rio de Janeiro, que foram impactados pelo uso inadequado de recursos públicos. A discussão sobre a segurança e a viabilidade do BRB permanece em aberto, enquanto os parlamentares buscam soluções para a crise enfrentada pela instituição.