Na década de 1960, Curitiba vivia momentos marcantes, como a visita de uma pintura de Van Gogh na Biblioteca Pública, que atraiu a atenção da população. A cidade também passou a se valorizar com a reabertura da Rua das Flores, um projeto de Abrão Assad que transformou a Rua XV de Novembro em um espaço exclusivo para pedestres.
Com o fechamento da rua para automóveis, novas ideias surgiram para incentivar a interação dos pedestres. O arquiteto Rafael Dely, ex-presidente do Ippuc, destacou que as crianças foram as primeiras a se apropriar do espaço, utilizando rolos de papel para desenhar. Assim, o Calçadão se tornou um ponto de encontro e criatividade.
Entre as inovações na Rua das Flores, um quiosque de acrílico roxo foi implantado, servindo como ponto de informações turísticas e culturais. Esse espaço, conhecido como “Sala de Estar”, se tornou um local onde a comunidade deixava recados, críticas e até pedidos de casamento, refletindo a vida social e cultural da cidade.
Cinquenta anos depois, em 23 de março, Curitiba fará uma homenagem a Jaime Lerner com a instalação de uma escultura de Elvo Benito Damo na Sala de Visitas, reconhecendo sua influência na Revolução Urbana da cidade.