Denise Bastos, ex-funcionária de Deolane Bezerra, relatou em entrevista ao programa "Melhor da Tarde" que sua experiência na residência da advogada e influenciadora digital foi marcada por um ambiente de medo e tensão. A funcionária, que começou a trabalhar para a família de Deolane após a morte do cantor MC Kevin em maio de 2021, comentou sobre a presença de quantias significativas de dinheiro na casa, além de mencionar as ameaças que recebeu.
Durante a conversa, Denise revelou que um dos filhos de Deolane, Kayky Bezerra, a acusou de ter roubado R$ 80 mil. Embora tenha negado a acusação, ela se sentiu ameaçada pela influenciadora, que, , enviou um grupo de seguranças para abordá-la em sua casa. "Quando cheguei, estavam quatro seguranças dela me esperando na porta. Eu autorizei a verificação do meu carro, celular e até a entrada no meu apartamento", contou a ex-funcionária.
Mãe de três filhos, Denise expressou sua preocupação com a segurança de sua família após receber diversas ligações de Deolane. "No dia seguinte, eu estava tão receosa que decidi voltar para minha cidade. No caminho, recusei uma ligação, mas ao parar em um posto, comecei a receber mensagens insistentes dela e de um homem. Fui então alertar o pai dos meus filhos para que tomasse cuidado", relatou.
A ex-empregada ainda mencionou que o homem associado a Deolane fez comentários sobre sua família, incluindo detalhes sobre a aparência e a moto do sobrinho dela. Denise manifestou temor de ser alvo de um crime conhecido como "queima de arquivo". "As pessoas me dizem que eu cavei minha própria cova. Eu só quero mostrar que não roubei", desabafou.
Denise Bastos finalizou sua declaração ressaltando que sua intenção não é buscar fama, mas sim garantir a segurança dela e de seus filhos. Ela processou Deolane por ameaça em novembro do ano passado e destacou que, caso algo aconteça com ela, deseja que sua história seja conhecida. Deolane Bezerra foi presa na última quinta-feira (21/5) durante a Operação Vérnix, sob suspeita de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro relacionado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).