A novela 'Três Graças', um dos grandes sucessos da programação da Globo, quase teve sua narrativa alterada devido a um patrocínio que poderia restringir a liberdade criativa da produção. A personagem Juquinha, vivida por Gabriela Medvedovsky, inicialmente teria o nome de Dorinha, em uma estratégia de marketing que envolvia a marca Eudora. No entanto, essa proposta acabaria sendo descartada, permitindo que a trama seguisse seu curso sem imposições comerciais.
A preocupação surgiu no momento em que a proposta de patrocínio incluía restrições que afetariam diretamente a atuação da personagem. Como Juquinha era uma policial, as limitações incluíam a proibição de cenas de ação e o uso de armas, o que poderia comprometer a desenvoltura da personagem e a qualidade da narrativa. Essa situação levantou um debate interno sobre a viabilidade de manter uma personagem tão promissora sob a influência de condicionantes comerciais.
A direção da Globo decidiu, então, pela rejeição do patrocínio em 'Três Graças', priorizando a integridade da história e a liberdade criativa da equipe. Essa escolha se revelou acertada, uma vez que Juquinha pôde se desenvolver plenamente ao longo da novela, formando uma relação marcante com Lorena, interpretada por Alanis Guillen. O casal, conhecido como Loquinha, rapidamente se tornou um dos mais comentados e admirados pelo público.
A decisão de manter a personagem livre das amarras publicitárias garantiu que a espontaneidade e a força de Juquinha fossem plenamente exploradas, contribuindo para a formação de uma das tramas mais envolventes da novela. Além disso, o sucesso do casal abriu caminho para a criação de 'Loquinha', um projeto derivado no formato de novela vertical, que reforça a popularidade dos personagens e a conexão com o público.
Assim, uma escolha estratégica, feita nos bastidores, assegurou que a essência de 'Três Graças' fosse mantida, tornando a novela um verdadeiro fenômeno e consolidando a presença de Gabriela Medvedovsky e Alanis Guillen na televisão brasileira.