Colégio Sion celebra 120 anos e transforma memórias de gerações em patrimônio afetivo de Curitiba

Divulgação.

O Colégio celebra uma relação profunda com Curitiba e com as milhares de famílias que, ao longo de gerações, fizeram da escola parte de suas próprias histórias

 

 

 

 

Há lembranças que permanecem intactas, mesmo com o passar das décadas. O cheiro dos corredores, o som do sinal, os encontros nos recreios, as amizades que atravessaram a vida. No caso do Colégio Sion, em Curitiba, essas memórias costumam vir acompanhadas de referências que só quem viveu entende: o Ramain, as tradicionais aulas “na linha” e, claro, as famosas fichas. Afinal, qual sionense nunca precisou explicar, em algum momento da vida, o que eram as fichas?

Ao completar 120 anos de história, o Colégio Sion celebra muito mais do que sua trajetória institucional. Celebra uma relação profunda com Curitiba e com as milhares de famílias que, ao longo de gerações, fizeram da escola parte de suas próprias histórias.

Quando o Sion foi fundado, em 1906, Curitiba tinha pouco mais de 50 mil habitantes. A cidade ainda dava seus primeiros passos rumo à modernidade. Desde então, enquanto ruas foram abertas, bairros cresceram e a capital se transformou, o colégio acompanhou cada capítulo dessa evolução, formando crianças, adolescentes e cidadãos que também ajudaram a construir a identidade curitibana.

Esse vínculo afetivo entre escola e comunidade talvez seja traduzido como poucas palavras conseguem na célebre frase do Padre Theodoro Ratisbonne, fundador da Congregação de Nossa Senhora de Sion: “Sion é uma casa que se deixa um dia, que não se esquece jamais e que se retorna sempre com alegria.”

Mais do que uma definição, a frase se tornou uma espécie de herança emocional compartilhada entre alunos e ex-alunos. Um sentimento de pertencimento que atravessa gerações e ajuda a explicar por que tantos sionenses, mesmo décadas depois de deixarem a escola, continuam retornando, seja fisicamente, em encontros e celebrações, seja pela memória, revisitando histórias que seguem vivas.

Agora, para marcar esse aniversário simbólico, a instituição lança o projeto “Memória Viva Sion”, uma iniciativa colaborativa que convida alunos, ex-alunos, famílias, professores e colaboradores a participarem da construção de uma grande linha do tempo coletiva.

Mais do que reunir fotografias antigas, a proposta busca reconstruir épocas inteiras a partir das lembranças de quem viveu o cotidiano da escola: relatos, vídeos, frases, nomes de professores inesquecíveis, grupos de amigos, brincadeiras, festas, músicas, objetos e costumes capazes de transportar cada geração de volta ao seu tempo.

A ideia é criar um memorial vivo que ultrapasse os muros da escola e também ajude a preservar fragmentos da memória afetiva e cultural de Curitiba.  “Mais do que reunir fotografias antigas, queremos reconstruir épocas, sentimentos e experiências vividas por diferentes gerações. Muitas pessoas passaram pelo Sion em momentos importantes da vida, e essas memórias ajudam também a contar fragmentos da história de Curitiba”, afirma Juliana Pedroso, uma das diretoras do Colégio Sion. As contribuições poderão integrar exposições, galerias digitais, registros audiovisuais, conteúdos especiais e ações comemorativas ao longo de 2026.

Uma escola que marcou gerações

Ao longo de sua trajetória, o Sion consolidou uma proposta educacional singular, centrada na formação integral do ser humano, unindo excelência acadêmica, autonomia, responsabilidade, espiritualidade e consciência social.

Em Curitiba, tornou-se referência por adotar uma metodologia rara e profundamente identitária: a combinação entre Montessori-Lubienska e Ramain, sendo a única instituição da cidade a trabalhar com essa proposta pedagógica. Um modelo que valoriza a autoeducação, a liberdade com responsabilidade e o desenvolvimento individual de cada estudante.

Para muitos ex-alunos, porém, a lembrança da metodologia também carrega emoção. O Ramain, que marcou gerações, permanece como uma das experiências mais simbólicas da passagem pelo colégio, quase um idioma próprio entre os sionenses. Assim como as aulas “na linha” e o sistema de fichas, que até hoje despertam curiosidade e nostalgia em rodas de conversa entre antigos colegas.

Essa identidade foi construída e fortalecida por educadoras que ajudaram a moldar o espírito da instituição, entre elas a inesquecível Soeur Cristina, figura emblemática na história do Sion e na memória afetiva de muitos que passaram por seus corredores.

Mais do que ensinar conteúdos, o Sion construiu pertencimento. E talvez esse seja seu maior legado: ser, para tantas gerações, um lugar que nunca se abandona completamente,  apenas se leva para sempre.

As comemorações dos 120 anos terão diversos momentos especiais ao longo do ano, com destaque para a celebração marcada para 6 de junho, que reunirá comunidade escolar, ex-alunos e convidados.

Programação especial

10h — Missa em Ação de Graças
Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz dos Pinhais
Participação especial do Coral Sion

12h — Almoço comemorativo
Restaurante Dom Antonio — Salão Romano

Vendas até 29 de maio, pela plataforma Sympla (Adultos: R$ 180,00; crianças até 5 anos não pagam e de 6 a 11 anos, pagam meia).

Mais informações podem ser acompanhadas nos canais oficiais do Colégio Sion Curitiba.

 

Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.

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