Um incêndio devastador atingiu um dormitório da Escola Secundária Utumishi Girls’ Academy, localizada em Gilgil, no Vale do Rift, Quênia, na madrugada desta quinta-feira (28). O incidente resultou na morte de 16 estudantes, conforme informações divulgadas pelo governo local. O fogo teve início pouco após a meia-noite e se prolongou por mais de duas horas, conforme relatou o Ministro da Educação, Julius Migos, em coletiva à imprensa.
Além das 16 fatalidades, cerca de 79 estudantes ficaram feridas. Dentre elas, 71 já receberam alta hospitalar, mas a situação de algumas ainda requer atenção médica. Imagens veiculadas na televisão do país mostraram o desespero de familiares que se reuniram em frente aos portões da escola, à procura de informações sobre seus filhos desaparecidos.
Incêndios em instituições de ensino no Quênia têm se tornado uma preocupação crescente, com mais de 100 ocorrências registradas em 2024. Muitos desses incêndios são atribuídos a protestos de alunos em resposta a condições de vida inadequadas e a disciplina severa imposta nas escolas, de acordo com estudos realizados na área.
O Ministro Julius Migos destacou que as investigações sobre a origem do incêndio estão em andamento, mas até o momento a causa não foi identificada. Em uma tragédia semelhante, um incêndio em 2024 em um internato no condado de Nyeri resultou na morte de 21 estudantes, sem que a causa tivesse sido esclarecida.
Eunice Mureithi, mãe de uma das alunas que escapou do incêndio, relatou à emissora NTV que o fogo começou em uma cúpula superior da escola, propagando-se rapidamente. Ela descreveu que uma parte da cúpula ficou bloqueada, dificultando a fuga dos alunos, embora muitos tenham conseguido escapar a tempo.
O mais letal incêndio escolar registrado no Quênia ocorreu em 2001, quando 67 alunos perderam a vida na Escola Secundária de Kyanguli, nos arredores de Nairóbi. As autoridades atribuíram aquele incidente a um incêndio criminoso, levantando preocupações sobre a segurança nas escolas do país.