Práticas Regenerativas Elevam Renda e Produtividade na Cafeicultura

A busca por sustentabilidade na cafeicultura evoluiu de um simples diferencial competitivo para uma estratégia essencial diante das mudanças climáticas. As empresas do setor têm intensificado seus investimentos em práticas que visam aumentar a resiliência das lavouras e garantir a produção futura de café. Essa realidade é exemplificada pela JDE Peet's, uma das maiores companhias do mundo no segmento, que implementa um programa voltado para a agricultura regenerativa e o fortalecimento das comunidades produtoras.

A JDE Peet's, presente em mais de 100 países e responsável por marcas como Jacobs, Douwe Egberts, Peet’s, L’OR, Senseo, Tassimo, Moccona e Pilão, considera a sustentabilidade um dos pilares fundamentais para a continuidade de seus negócios. O programa de agricultura regenerativa faz parte da plataforma global Common Grounds, que reúne projetos em diversas nações produtoras de café, com o intuito de fortalecer a cadeia produtiva, melhorar as condições de vida dos agricultores e mitigar os impactos ambientais.

O programa é estruturado em três pilares principais: fornecimento responsável, redução da pegada ambiental e desenvolvimento das comunidades produtoras. As ações incluem o treinamento de agricultores, monitoramento da qualidade do solo, incentivo ao uso de bioinsumos, conservação de recursos hídricos e adoção de práticas de manejo sustentável. Bruno Ribeiro, gerente de sustentabilidade da companhia, enfatiza a prioridade em fortalecer a resiliência da cadeia produtiva do café, fundamental para que os produtores enfrentem os desafios climáticos e mantenham a rentabilidade.

Nos últimos anos, a produção de café tem sido marcada por eventos climáticos adversos, como geadas severas, estiagens prolongadas e chuvas irregulares. Esses fenômenos impactam diretamente o desenvolvimento das lavouras e a qualidade dos grãos. Na fazenda de Roberto Marchi, onde o projeto foi implementado em 2024, os resultados em dois anos mostram um crescimento de 46% na produtividade, alcançando 58,5 sacas por hectare. A pontuação da bebida melhorou em 6,38%, chegando a 89,19, enquanto a renda por hectare aumentou para R$ 25 mil.

Para a indústria, os investimentos em práticas regenerativas são mais do que uma agenda ambiental, constituindo uma estratégia para assegurar a continuidade da produção em um cenário de crescente demanda global e complexidade dos desafios climáticos. Os resultados iniciais obtidos reforçam a ideia de que as práticas agrícolas sustentáveis podem aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos grãos e garantir a sustentabilidade econômica das propriedades rurais.

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