Os Estados Unidos realizaram uma série de ataques aéreos contra instalações de comando e controle de drones, além de radares, nas ilhas iranianas de Goruk e Qeshm. A ofensiva, que ocorreu durante o fim de semana, foi anunciada pelo CENTCOM (Comando Central dos EUA) na madrugada desta segunda-feira (1°). A ação foi classificada como uma resposta às "ações agressivas do Irã", que incluem o abate de um drone MQ-1 americano em águas internacionais.
O CENTCOM comunicou que aeronaves de combate dos EUA destruíram defesas aéreas iranianas, uma estação de controle em solo, além de dois drones de ataque que representavam ameaças a embarcações na região. A nota do comando militar não registrou ferimentos entre os militares americanos e destacou que a proteção de ativos e interesses dos Estados Unidos é uma prioridade em resposta à agressão do Irã, considerada injustificada durante o atual cessar-fogo.
Na mesma madrugada, o Kuwait, que abriga uma base militar dos Estados Unidos, interceptou ataques de mísseis e drones do Irã. A agência de notícias estatal KUNA informou sobre sirenes que soaram em todo o país, mas não forneceu detalhes adicionais sobre a situação.
Os conflitos entre os Estados Unidos e o Irã têm raízes profundas, com um ponto de inflexão ocorrido em 28 de fevereiro, quando o presidente Donald Trump anunciou um ataque em grande escala ao Irã. O objetivo declarado era defender o povo americano e eliminar ameaças do regime iraniano. Entre essas ameaças, estava o programa nuclear de Teerã, que tem sido um ponto de discórdia nas negociações para a paz.
Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel resultaram na morte do aiatolá Ali Khamenei, que então liderava o Irã, e provocaram milhares de mortes e destruição em várias regiões do país. Em retaliação, o Irã lançou ataques em todo o Oriente Médio e bloqueou efetivamente o Estreito de Ormuz, um ponto estratégico pelo qual transita cerca de 20% do petróleo mundial.
A escalada militar dos Estados Unidos no Oriente Médio foi a maior desde a invasão do Iraque em 2003, levantando preocupações sobre um possível aumento da violência na região. Apesar de conversas regulares entre enviados americanos e iranianos sobre um novo acordo nuclear, as negociações não impediram a ação militar, com Trump acusando o Irã de rejeitar oportunidades de renunciar a suas ambições nucleares.