Superlua do castor marca novembro de 2025 com eventos astronômicos intensos

Rafael Prendes/Shutterstock.com

A superlua e os meteoros das Tauridas se destacam no céu

A superlua de novembro, conhecida como lua do castor, atinge o pico de iluminação no dia 5 de novembro de 2025, às 10:19, hora de Brasília.

Superlua do castor

A superlua de novembro, conhecida como lua do castor, atinge o pico de iluminação no dia 5 de novembro de 2025, às 10:19, hora de Brasília. Este evento astronômico se dá quando a lua cheia se posiciona no ponto mais próximo da Terra em sua órbita, a aproximadamente 356.980 km de distância. A lua aparece maior e mais brilhante, marcando a segunda superlua consecutiva do ano, após a de outubro.

O espetáculo das Tauridas

Os astrônomos destacam que essa superlua é a maior de 2025, superando as anteriores e as que ocorrerão em dezembro e janeiro de 2026. O fenômeno coincide com o pico do enxame meteorico das Tauridas meridionais, que ativa os detritos da cometa Encke, produzindo até cinco meteores por hora. Observadores no hemisfério norte, inclusive no Brasil, poderão desfrutar de condições ideais para observar o espetáculo após o pôr do sol. A lua do castor se apresenta na constelação do Touro, próxima à estrela Aldebaran e às Pleiades, facilitando sua identificação.

Tradições e significados

O nome lua do castor deriva de tradições indígenas e coloniais da América do Norte, referindo-se ao período em que os castores constroem represas antes do rigoroso inverno. Em novembro, inicia-se o congelamento e a preparação dos animais para o frio, com os castores armazenando alimentos em refúgios subaquáticos. Durante o comércio de peles no século XVIII, caçadores capturavam os castores por seu pelo espesso, adaptado ao frio. O nome foi popularizado pelo Almanacco do Velho Camponês, compilando o folclore europeu e nativo.

A ocorrência das superluas

As superluas ocorrem quando a lua cheia se alinha com o perigeu, o ponto orbital mais próximo da Terra. Em 2025, três eventos consecutivos formam a sequência: setembro, novembro e dezembro, com o próximo ciclo apenas em 2026. A distância reduzida, de cerca de 356 mil quilômetros, amplifica o diâmetro aparente da lua em até 14% e a luminosidade em 30%, segundo a NASA. Essa ilusão óptica é mais evidente ao horizonte, onde a atmosfera dispersa a luz vermelha, criando um efeito alaranjado.

Chuva de meteoros em destaque

As Tauridas meridionais estão ativas de 10 de setembro a 20 de novembro, com pico no dia 5 de novembro às 13:00 UTC. Provenientes da cometa 2P/Encke, essas meteoros viajam a 29 km/s, produzindo meteores lentos e persistentes. O tasso zenital horário é de cerca de 5 meteoros sob céus escuros. Além disso, o pico das Tauridas setentrionais segue em 12 de novembro, dobrando a atividade com aquelas meridionais. Ambos se irradiam do Touro, visíveis após a meia-noite no Brasil. As meteores entram na atmosfera em ângulo baixo, prolongando as trilhas visíveis por segundos, especialmente em anos como 2025, quando a atividade de bolas de fogo aumenta a visibilidade de eventos luminosos.

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