A ex-gaga que ensina o Brasil a falar com autoridade

Superando a gagueira e o medo de se expor, a mentora criou o método Autoridade na Voz, que une desbloqueio emocional, comunicação estratégica e presença de palco para formar líderes que são ouvidos de verdade.

Por anos, a carioca Alessandra Medeiros acreditou que sua voz era um obstáculo. Hoje, é justamente ela quem ensina líderes, mentores e empresários a encontrarem a própria — com verdade, presença e comando.

Filha de Sonia, uma mulher de palavra firme e independência precoce, e de Alexandre, que viveu intensamente até o último dia e deixou como legado uma frase tatuada no braço da filha — “Faça em vida” —, Alessandra cresceu ouvindo duas verdades inegociáveis:

caráter se prova, não se diz, e viver é urgente demais para ser adiado.

Nada, porém, indicava que ela se tornaria uma das principais referências do país quando o assunto é comunicação pública e presença de palco. Antes de conduzir pessoas ao microfone, Alessandra foi a jovem que abaixava a cabeça para esconder a gagueira enquanto atendia clientes em um call center.

Ali, não era a voz que tremia — era a emoção mal conduzida. E foi nesse silêncio forçado que nasceu a pergunta que norteia sua trajetória até hoje:

“Como alguém pode ter tanto para dizer e, ainda assim, sentir que não tem o direito de falar?”

A primeira virada: quando falar era sobrevivência

Antes da mentora, existiu a funcionária que recusou uma oportunidade no salão mais elegante do shopping onde trabalhava — não por desinteresse, mas por não acreditar que fosse boa o bastante para ser escolhida.

Vieram as faculdades, a promoção no banco, o primeiro estágio mal pago, o medo de perder o emprego por gaguejar demais ao telefone, as piadas de colegas e a vontade de desaparecer. Mas também vieram as primeiras vitórias — pequenas, discretas, porém decisivas.

Uma delas aconteceu em uma entrevista de emprego. Enquanto aguardava na sala, Alessandra olhou para outra candidata e pensou que não teria chances: “Ela era mais bonita, mais preparada, mais adequada.”

Mas, ao entrar na sala, fez algo que mudaria seu destino: falou do jeito que sabia — com verdade. E foi contratada.

Naquele instante, entendeu algo essencial:

“Não existe voz fraca. Existe voz desacreditada.”

Quando a dor vira direção

A segunda grande virada não foi profissional — foi interna.

A morte da mãe, o símbolo da fênix tatuado nas costas e o peso de reconstruir a própria história marcaram o início de uma nova fase: o momento de entender que agora era ela por ela.

Enquanto muitos afundariam, Alessandra reagiu com a disciplina de quem sabia que o mundo não perdoa quem espera estar pronto para existir.

Buscou uma fonoaudióloga, mergulhou em cursos de oratória, estudou comportamento humano, linguagem corporal, vendas, comunicação empresarial e presença de palco. Não queria mais apenas sobreviver — queria gerar impacto.

Foi então que descobriu algo que mudaria tudo:

“As pessoas não travam por falta de técnica. Elas travam por causa de emoções não resolvidas.”

A passagem bíblica que virou identidade

Antes de ter uma voz firme, Alessandra carregava o mesmo conflito de Moisés:

“Senhor, eu não consigo falar bem. Eu me enrolo nas palavras.”

E a resposta que ecoa na Bíblia é a mesma que ecoa hoje em seu trabalho:

“Quem formou a boca do ser humano? Eu estarei com você quando falar.”

Para ela, não é sobre religião — é sobre propósito e missão.

“Eu fui a que dizia: ‘Envia outro’. Hoje sou a que diz: ‘Você nasceu para falar.’”

Onde nasce a autoridade: o método que começa na mente, não na boca

Da jornada pessoal nasceu o método Autoridade na Voz, uma abordagem que desconstrói a lógica tradicional da oratória.

“Não adianta saber falar se, na hora em que o mundo te observa, a emoção te derruba”, explica Alessandra.

Por isso, o processo começa na mentalidade, não na técnica.

Depois, avança para o comportamento — porque quem imita se torna caricatura, não referência.

Só então entram as ferramentas de oratória, narrativa, ritmo, voz e posicionamento.

E, por fim, a prática estruturada, porque comunicar é como dirigir: exige treino, atenção e repetição.

“Eu não ensino ninguém a falar bonito. Eu ensino pessoas a serem ouvidas com verdade, presença e comando.”

As vozes que já ganharam forma

Os resultados de sua metodologia se espalham pelo país:

“Eu me comunicava bem em vídeo, mas nunca tinha pisado num palco. Hoje, falo para uma plateia inteira como se estivesse conversando com um amigo.”

— Bárbara Calixto, mentora

“Eu falava, mas ninguém me ouvia nas reuniões. Agora, quando eu abro a boca, a sala para.”

— Gislaine Leite, modelo e mentora

“Minha comunicação era boa — mas não sustentava o meu próximo nível. Hoje, além de palestrar, sei exatamente qual é a minha voz profissional.”

— Marcella Zorzo, advogada e escritora best-seller

Essas histórias não são sobre quem nasceu pronto — são sobre quem decidiu parar de se esconder.

O Brasil vai ouvir

Em 2026, Alessandra Medeiros leva o projeto Autoridade na Voz a uma jornada presencial por várias capitais do país, unindo desbloqueio emocional, comunicação estratégica e experiência prática de palco.

A programação completa estará disponível em suas redes sociais: @eusoualemedeiros.

“Não é sobre formar palestrantes. Porque a voz não é o que sai da boca.

A voz é quem você se torna quando decide falar.”

Quer que eu agora te envie versões de fechamento com tom mais corporativo (como se fosse a seção “Liderança & Carreira” da Forbes) ou mantenho esse tom mais humano e inspiracional para publicação completa?

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