O II Tribunal do Júri do Rio de Janeiro deu continuidade, às 10h30 desta quarta-feira (3), ao julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros. Este é o décimo dia de um processo que investiga a morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021 em um apartamento localizado na Barra da Tijuca.
Na sessão anterior, que ocorreu na terça-feira (2), foram encerrados os interrogatórios, marcando uma transição para a fase de debates finais entre o Ministério Público e as defesas dos réus. Durante seu depoimento, Monique Medeiros declarou acreditar que Jairinho foi o responsável pela morte de seu filho.
Por outro lado, Jairinho negou ter cometido agressões e, em sua defesa, questionou a validade de laudos periciais, além de defender a hipótese de erro médico durante o atendimento prestado no Hospital Barra D’Or.
As consequências do julgamento são significativas, uma vez que, caso a pena aplicada ultrapasse 15 anos, a juíza Elizabeth Machado Louro poderá determinar a prisão imediata dos réus ainda dentro do tribunal. Essa possibilidade gera expectativa e apreensão em relação ao desfecho do caso.
O Caso Henry Borel, que ganhou destaque na mídia brasileira, envolve não apenas as acusações contra Monique e Jairinho, mas também questões mais amplas sobre violência infantil e a proteção de crianças em situações vulneráveis. O desdobramento deste julgamento é observado de perto pela sociedade, que aguarda um desfecho que traga justiça ao menino cuja vida foi interrompida de forma trágica.