Gabriel Bortoleto, aos 21 anos, inicia sua trajetória na Fórmula 1 com a ambição de revitalizar a conexão do Brasil com a categoria. O piloto brasileiro, que defende a equipe Audi, expressou seu desejo de recriar as memórias que marcaram os fãs durante as décadas de 1980 e 1990, quando as manhãs de domingo eram dedicadas às corridas, especialmente na época de Ayrton Senna.
Em entrevista ao portal RacingNews365, Bortoleto compartilhou seu sonho de fazer com que os torcedores voltem a acompanhar as corridas com entusiasmo. Ele enfatizou que seu objetivo é proporcionar felicidade aos brasileiros, fazendo com que eles se reúnam com suas famílias para assistir às competições, assim como ele fez com seu pai na infância.
O jovem piloto, que se destacou como Campeão da Fórmula 3 e da Fórmula 2 em suas temporadas de estreia, chegou à Fórmula 1 cercado de expectativas. Essa ascensão gerou comparações com Ayrton Senna, considerado o maior ídolo do automobilismo no Brasil. Bortoleto reconheceu a importância do legado deixado pelo tricampeão e afirmou que é uma honra ter seu nome associado ao de Senna, apesar das dificuldades que isso traz, dado o peso das comparações.
"O Senna é o maior de todos os tempos, então ter o meu nome na mesma frase dele já é uma grande coisa. Eu sou brasileiro, e ele é meu ídolo. Eu li sobre ele, vi vídeos sobre ele e sou muito grato por isso, mas às vezes é difícil ser comparado a alguém que ganhou tanto quando se está no início de sua carreira", disse.
O piloto também comentou sobre as altas expectativas que recaem sobre os competidores brasileiros na Fórmula 1. Para ele, o apoio dos torcedores é um valioso patrimônio do esporte, mesmo que a pressão por resultados possa ser intensa. Bortoleto destacou que, embora haja críticas, a maioria dos brasileiros é apaixonada pelo automobilismo.
"Há muitas coisas positivas e negativas sobre isso, e, quando você não vence, as pessoas podem ser muito duras, mas tem muita gente que apoia no Brasil; nós somos o povo que mais apoia. Então espero que, daqui a 10 ou 15 anos, a gente esteja conversando de novo, e que nós possamos dizer se foi válido me comparar com ele", afirmou Bortoleto.