Presidente libanês critica influência do Irã em entrevista à CNN

Em uma entrevista exclusiva à CNN, realizada na sexta-feira (5), o presidente do Líbano, Joseph Aoun, fez duras críticas ao Irã, alegando que o país tem explorado sua nação como uma moeda de troca em sua guerra contra os Estados Unidos e Israel. Aoun ressaltou que o povo libanês está "farto" do conflito entre Israel e o Hezbollah, enfatizando a necessidade de o Irã parar de interferir nos assuntos internos do Líbano.

Durante a conversa com a jornalista Christiane Amanpour, Aoun afirmou: "Vocês não estão tentando nos ajudar… o povo do Líbano está pagando o preço… em nome de seus próprios interesses". Ele deixou claro que os interesses do Líbano não coincidem com os do Irã, reforçando a ideia de que a situação atual é insustentável para a população local.

O presidente também direcionou suas críticas à Guarda Revolucionária Islâmica, força militar considerada de elite no Irã, declarando: "Este não é o seu país, é o nosso país". Essa afirmação surge em resposta a uma declaração da Guarda, divulgada na quarta-feira (3), que exigia a retirada de Israel do Líbano como parte de um acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã.

Aoun destacou que o Líbano está sendo utilizado como moeda de troca nas negociações entre o Irã e os Estados Unidos, o que ele classificou como "inaceitável". O presidente fez essas declarações em meio a um cenário de incerteza quanto ao cessar-fogo com Israel, que foi acordado na quarta-feira, mas ainda depende da cessação total dos ataques do Hezbollah e da retirada completa de seus membros do sul do Líbano.

"Foi uma negociação difícil; até que conseguimos um grande avanço", afirmou Aoun, sugerindo que o acordo poderia ser um passo em direção a uma "paz justa e duradoura". No entanto, o Hezbollah rejeitou o acordo na mesma quarta-feira, alegando que ele não garante a retirada israelense do sul do Líbano.

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