Crescimento da demência no Brasil: SUS registra 56,2 milhões de atendimentos em um ano

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O envelhecimento acelerado da população brasileira traz à tona a necessidade de planejamento antecipado para cuidar de pessoas com Alzheimer e outras demências. Especialistas destacam que a doença de Alzheimer se tornou um dos principais desafios de saúde pública, uma vez que a expectativa de vida aumenta e as taxas de natalidade diminuem, o que eleva a preocupação com os sistemas de saúde e as famílias.

Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2025, o SUS registrou 56,2 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados ao Alzheimer no Brasil. Esse número refere-se a atendimentos e internações, sem contabilizar quantas pessoas foram atendidas, já que um paciente pode utilizar o serviço mais de uma vez. Além disso, informações preliminares indicam cerca de 30,4 mil óbitos associados à doença no país.

No Paraná, a Secretaria de Saúde registrou 20.723 atendimentos na Atenção Primária e 2.263 hospitalares relacionados ao Alzheimer em 2025. Em 2024, os números foram de 14.240 atendimentos na Atenção Primária e 2.540 hospitalares. A comparação entre os anos mostra um aumento de aproximadamente 45,5% nas atendimentos primários e uma redução de cerca de 10,9% nas internações hospitalares.

O SUS oferece assistência integral e gratuita a pessoas com Alzheimer, com foco na estabilização do declínio cognitivo e na melhoria da qualidade de vida. O tratamento inclui medicamentos e terapias complementares, como estimulação cognitiva, fisioterapia e suporte psicossocial. A transição demográfica contribui para o aumento dos casos de demência, com estimativas indicando que cerca de 8,5% da população acima de 60 anos convive com a doença, totalizando aproximadamente 1,8 milhão de pessoas.

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