Jordélia Pereira Barbosa, de 35 anos, foi acusada de envenenar uma mãe e suas duas crianças com um ovo de páscoa em Imperatriz, na Região Metropolitana do Sudoeste Maranhense. O júri popular da ré está agendado para o dia 22 de junho de 2025. A mulher está detida desde 17 de abril de 2025, e enfrenta acusações de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio.
As investigações apontam que Jordélia teria matado João Pedro, de 7 anos, e Evillyn Fernanda, de 13 anos. Além das mortes, ela é ré por ter tentado matar Mírian Lira Rocha, mãe das crianças. O crime teria sido motivado por ciúmes que a acusada sentia do ex-marido, que na época mantinha um relacionamento com Mírian.
O episódio ocorreu em 16 de abril, quando um ovo de páscoa foi entregue na residência de Mírian. Após consumirem o chocolate, a mãe e os filhos apresentaram sintomas graves. João Pedro faleceu no dia seguinte, enquanto Evillyn e Mírian foram levadas para o Hospital Municipal de Imperatriz, onde Evillyn não sobreviveu e faleceu após seis dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
As investigações da Polícia Civil rapidamente focaram em Jordélia como a principal suspeita. Ela teria viajado mais de 400 quilômetros de Santa Inês para Imperatriz com a intenção de cometer o crime. Para não ser reconhecida, a acusada usou uma peruca ao comprar o ovo, conforme mostra imagens de câmeras de segurança.
O ovo foi entregue por um mototaxista, que não tinha conhecimento do conteúdo envenenado. Jordélia foi presa no dia 17 de abril, enquanto tentava voltar para sua cidade em um ônibus interurbano. Na abordagem, a polícia encontrou a peruca e os óculos usados no disfarce, além de outros itens que levantaram suspeitas.
O promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira destacou que a acusada já havia se comunicado com Mírian por meio de um perfil falso nas redes sociais, onde fazia ameaças. A denúncia da 8ª Promotoria de Justiça de Imperatriz foi aceita pela Justiça, e no dia 2 de setembro de 2025, o juiz Glender Malheiros Guimarães da 3ª Vara Criminal decidiu que o caso seria levado ao Tribunal do Júri Popular, considerando os aspectos de ciúmes e vingança, uso de veneno, dissimulação e o fato de as vítimas serem menores de 14 anos.