Julgamento do núcleo militar que planejou atacar Moraes é iniciado pelo STF

Agência

Primeira Turma analisa caso de militares acusados de ações táticas no golpe de 2022

O STF iniciou o julgamento de militares acusados de planejar ações táticas para um golpe em 2022.

Julgamento do núcleo militar que planejou matar Moraes

Na última terça-feira (10), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) abriu o julgamento dos réus do núcleo 3 da tentativa de golpe que ocorreu após as eleições de 2022. Este núcleo é composto por nove militares do Exército e um policial federal, conhecidos como ‘kids-pretos’, que são membros das forças especiais do Exército.

As acusações, apresentadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR), envolvem a tentativa de implementar “ações táticas” que visavam efetivar o plano golpista. O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, iniciou a sessão lendo um relatório que resumiu a tramitação do processo. De acordo com Moraes, as atividades de monitoramento das autoridades, incluindo ele mesmo, começaram em novembro de 2022 como parte do plano chamado “Punhal Verde e Amarelo” e da “Operação Copa 2022”. O plano incluía a neutralização do próprio ministro.

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou evidências que demonstram a intenção homicida do grupo. Durante sua exposição, Gonet destacou mensagens que revelam abertamente os planos dos acusados de assassinar adversários políticos, incluindo Moraes, o ex-presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ele enfatizou que o grupo não apenas planejou, mas efetivou ações práticas para executar o golpe.

As investigações da Polícia Federal revelaram registros de deslocamentos de veículos e o uso de celulares para monitorar os movimentos de Moraes, o que comprova a seriedade das ameaças. O procurador também relembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro já foi condenado a 27 anos de prisão, um fato que, segundo Gonet, torna inquestionável a veracidade das provas apresentadas.

Gonet pediu a condenação dos réus, argumentando que eles foram responsáveis pelas ações táticas na tentativa de golpe. Ele afirmou que integrantes deste núcleo pressionaram de forma agressiva o alto comando do Exército para levar adiante o golpe de Estado, colocando autoridades na mira de ações letais e buscando reunir forças militares para seus intentos criminosos.

Na sequência, os advogados dos réus começaram suas sustentações orais. O julgamento desta terça-feira se concentrou nas falas de acusação e defesa, mas o STF já agendou novas sessões para os dias 12, 18 e 19 de novembro, onde cada advogado terá uma hora para defender seus clientes.

Os réus respondem por cinco crimes: organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público. Este julgamento representa um passo importante do STF na luta contra a tentativa de ruptura democrática, com 15 pessoas já condenadas em outros núcleos até o momento. A expectativa é que novos julgamentos ocorram ainda este mês e em dezembro.

Fonte: agenciavoz.com.br

Fonte: Agência

PUBLICIDADE

VIDEOS

Relacionadas: