Novo programa do governo visa substituir o Auxílio Gás e oferecer botijões de gás gratuitamente
O programa Gás do Povo começará a atender famílias neste mês, substituindo o Auxílio Gás.
Programa Gás do Povo começará a atender famílias em breve
O programa Gás do Povo, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Social, começará a atender famílias ainda neste mês, conforme anunciado pela diretora de Programas, Analúcia Alonso. O novo programa visa substituir o Auxílio Gás, ampliando o benefício para 15,5 milhões de domicílios até março de 2026.
Ampliação do benefício para mais famílias
Durante audiência pública na comissão mista que analisa a Medida Provisória 1313/25, que cria o Gás do Povo, a diretora afirmou que todos os beneficiários poderão recarregar gratuitamente seus botijões de gás pagos pelo governo. Antes, o Auxílio Gás beneficiava 5,6 milhões de famílias, e agora a expectativa é de alcançar um número significativamente maior de domicílios, com foco nas famílias inscritas no Cadastro Único e com renda de até meio salário mínimo por pessoa, atualmente R$ 759.
Modalidade de concessão do benefício
Uma das principais mudanças no programa é que o benefício não será mais pago em dinheiro, mas sim através da retirada gratuita do botijão de gás nas revendedoras. Marcelo Viana Paris, diretor da Caixa Econômica Federal, destacou que os beneficiários poderão utilizar qualquer cartão do banco. Aqueles que não possuem conta terão o CPF registrado na maquininha e receberão um código para liberar o produto.
Objetivo de reduzir a pobreza energética
Analúcia Alonso enfatizou que o objetivo do Gás do Povo é reduzir a pobreza energética, que se refere à falta de acesso a formas seguras de energia, como o gás de cozinha. Ela alertou que muitos beneficiários anteriormente utilizavam o valor do auxílio para outras despesas, o que comprometeu a segurança alimentar e a saúde das famílias.
Uso de lenha e carvão ainda prevalece em algumas regiões
O superintendente-adjunto da Empresa de Pesquisa Energética, Marcelo Cavalcanti, apresentou dados alarmantes, revelando que 30% da energia utilizada para cozinhar no Brasil ainda provém de lenha ou carvão vegetal, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. A implementação do Gás do Povo visa oferecer uma alternativa segura e acessível a essas famílias.
Preocupações com a tabela de preços
Sergio Bandeira de Mello, presidente do Sindigás, manifestou que o programa pode aumentar o consumo de gás em até 60 milhões de botijões quando estiver plenamente implantado. No entanto, ele expressou preocupações sobre a tabela de preços proposta pelo governo, que, segundo ele, diverge dos valores praticados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). José Luiz Rocha, presidente da Abragás, também defendeu a adoção dos preços da ANP para incentivar a adesão das revendedoras, citando que em alguns estados os preços do governo estão até R$ 30 abaixo do mercado.
Urgência na votação da Medida Provisória
O deputado Carlos Zarattini (PT-SP), autor da lei que criou o Auxílio Gás, ressaltou a necessidade de votar a Medida Provisória 1313/25 ainda este ano, uma vez que o texto perderá a validade em 11 de fevereiro de 2026. A expectativa é que a implementação do Gás do Povo traga uma mudança significativa na vida de milhões de brasileiros, oferecendo uma solução eficaz para a falta de acesso ao gás de cozinha.
Fonte: www.camara.leg.br
Fonte: Câmara dos Deputados
