Ato em Belém rompe barreiras da COP30 sem prisões, apesar de feridos

Rovena Rosa/ABr

Manifestação pede ações contra o aquecimento global e criticou a participação da sociedade civil na conferência

Manifestação na COP30 em Belém termina sem prisões, mesmo com feridos e vandalismo na estrutura.

Ato COP30 Belém: manifestação rompe barreiras de segurança

Na noite de 11 de outubro, em Belém, Pará, um ato de protesto durante a COP30 resultou em feridos e danos à estrutura, mas não houve prisões. O evento, que surgiu após a Marcha Global por Saúde e Clima, que contou com cerca de 3 mil participantes, culminou no avanço de alguns manifestantes sobre as barreiras de segurança da Zona Azul, um setor restrito da conferência da ONU.

Detalhes do incidente e suas consequências

Os manifestantes, que não possuíam credenciais para acessar a área, enfrentaram a Polícia Federal. Durante os confrontos, dois seguranças da ONU sofreram ferimentos leves. Apesar das agressões e do vandalismo, a organização da COP30 informou que a área danificada foi restaurada até as 7h do dia seguinte, permitindo que as negociações prosseguissem sem interrupções.

Reivindicações dos manifestantes

A maioria dos participantes era composta por indígenas e militantes políticos. Eles levantaram questões importantes, como a proibição da exploração de petróleo, a taxação de grandes fortunas, medidas mais rigorosas contra o aquecimento global e a redução do desmatamento. Algumas pessoas vestiam camisetas com a identidade visual do Psol, que emitiu uma nota considerando a crítica à limitação da participação da sociedade civil válida, mas negou qualquer responsabilidade pelo incidente.

Reforço nas medidas de segurança

Após o evento, as autoridades reforçaram a segurança e ampliaram os protocolos de inspeção. Agora, todos os equipamentos eletrônicos devem ser retirados das mochilas e inspecionados separadamente no raio-x. A segurança interna da COP30 é coordenada pela ONU, enquanto o governo federal é responsável pela área externa, com a Polícia Militar do Pará atuando no entorno. O governo local declarou que não tem controle sobre a entrada de pessoas sem credenciais na zona restrita.

Repercussões políticas e internacionais

A manifestação ocorreu em um contexto de tensões políticas. O evento da COP30, que visa discutir questões climáticas, não só atraiu manifestantes preocupados com o meio ambiente, mas também chamou a atenção de líderes políticos. O governo brasileiro, por sua vez, enfrenta críticas tanto interna quanto externamente, especialmente em relação à sua postura em relação às questões climáticas e ao tratamento das demandas sociais.

Reflexões sobre a participação da sociedade civil

O incidente levanta questões sobre a inclusão e a participação da sociedade civil em eventos internacionais. Muitas vozes importantes foram silenciadas, e as críticas direcionadas à organização da conferência ressaltam a necessidade de um diálogo mais aberto e inclusivo. Em um momento em que as mudanças climáticas são uma preocupação global, é crucial que todas as partes interessadas tenham voz nas discussões que moldam o futuro do planeta.

O ato em Belém é um exemplo de como a sociedade civil busca ser ouvida em um contexto que muitas vezes parece exclusivo e restritivo. A luta por justiça climática e social continua, e eventos como a COP30 são fundamentais para promover essas discussões em um nível mais amplo.

Fonte: www.conexaopolitica.com.br

Fonte: Rovena Rosa/ABr

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