Jogadores e técnicos vítimas de fraudes em saques do FGTS

Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images

Operação da Polícia Federal investiga fraudes milionárias afetando atletas renomados

A Polícia Federal desmantela esquema de fraudes em contas do FGTS de jogadores e técnicos famosos.

Fraudes em saques do FGTS impactam jogadores e treinadores

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (13/11), uma operação contra um grupo criminoso que é responsável por fraudes milionárias em contas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) de jogadores de futebol, ex-jogadores e treinadores. As investigações revelaram que o prejuízo estimado ultrapassa R$ 7 milhões, afetando atletas renomados, incluindo Gabriel Jesus e Luiz Felipe Scolari.

Vítimas do esquema de fraude

Entre as vítimas do grupo criminoso estão várias personalidades do futebol brasileiro, como:

  • Gabriel Jesus: O atacante, que se destacou nas categorias de base do Palmeiras e foi camisa 9 da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2018.
  • Luiz Felipe Scolari: Um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro, famoso por ter comandado a Seleção na conquista do “Penta” em 2002 e também no controverso 7 a 1 contra a Alemanha em 2014.
  • Oswaldo de Oliveira: Ex-técnico de diversos clubes brasileiros, incluindo Corinthians e Flamengo, que também foi campeão do Mundial de Clubes.
  • Paulo Roberto Falcão: Ídolo do Internacional e volante da Seleção Brasileira, ele também é comentarista esportivo e coordenador.
  • Ramires: Campeão da Champions League pelo Chelsea, o volante teve grande destaque na conquista do título em 2012.

Outros jogadores afetados incluem Titi, Raniel, Obina, Paolo Guerrero, Christian Cueva, Joao Robin Rojas Mendoza e Alejandro César Donatti, que, mesmo não sendo brasileiros, tiveram suas contas no FGTS lesadas.

Operação Fake Agents III

A terceira fase da operação, denominada Fake Agents III, foi realizada com o objetivo de desmantelar um esquema de fraudes em massa. Os agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na capital fluminense, direcionados a residências de funcionários da Caixa Econômica Federal e a uma agência do banco no Centro do Rio.

A investigação começou após o desvio de aproximadamente R$ 2,2 milhões da conta de FGTS do jogador peruano Paolo Guerrero, feito por meio de documentos falsos. A primeira fase da operação foi desencadeada a partir desse caso, levando à identificação de um esquema mais amplo.

Implicações legais para os envolvidos

Na segunda fase, as apurações levaram à advogada Joana Costa Prado de Oliveira, considerada a coordenadora dos saques fraudulentos. Ela foi apontada como responsável por utilizar seus contatos nas agências da Caixa no Rio de Janeiro para facilitar o levantamento indevido de valores, o que resultou na suspensão de sua carteira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

Com o avanço das investigações na terceira fase, a PF começou a investigar funcionários da Caixa que colaboravam com o esquema, revelando que as fraudes ocorreram em diversas agências do banco.

Os investigados poderão enfrentar acusações de falsificação de documentos, estelionato e associação criminosa, além de outras imputações que podem surgir à medida que as investigações progridem.

Conclusão

A operação é conduzida pela Unidade de Investigações Sensíveis da Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários, com o apoio da área de inteligência e segurança da Caixa. A CNN tentará contato com a advogada Joana Costa Prado de Oliveira, mantendo espaço aberto para que se manifeste sobre as investigações.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Darren Walsh/Chelsea FC via Getty Images

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