Polícia Federal propõe inclusão de Cid e familiares em programa de proteção

Rádio e TV Justiça

Tenente-coronel Mauro Cid pode receber assistência devido a acordo de colaboração premiada

A PF sugere inclusão de Mauro Cid e familiares em programa de proteção a testemunhas ameaçadas.

A Polícia Federal (PF) enviou um documento ao Supremo Tribunal Federal (STF) sugerindo a inclusão do tenente-coronel Mauro Cid e de seus familiares no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas. Esta medida surge em um contexto delicado, considerando que Cid foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro e está envolvido em um acordo de colaboração premiada que poderá impactar diversas investigações.

Cid firmou um acordo com a PF relacionado ao processo que levou à condenação de Bolsonaro e de militares do governo anterior, acusados de tentativas de golpe de Estado. A informação sobre essa possível inclusão foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, que é o responsável pela homologação do acordo de colaboração e também atua como relator do processo em questão.

O ministro Moraes, ao receber a comunicação da PF, decidiu encaminhar o ofício à Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta sexta-feira (14), solicitando que o órgão se manifeste sobre a proposta de proteção a Cid e sua família. Durante as negociações para a colaboração, a defesa de Cid já havia solicitado a proteção do militar, argumentando que a sua segurança poderia estar em risco, caso fosse necessário.

Entretanto, o pedido de proteção não estava previsto no Programa Federal de Assistência a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, o que levanta questões sobre a adequação e a necessidade de uma revisão das diretrizes do programa. A proposta de inclusão de Cid e seus familiares no programa de proteção pode ser vista como uma resposta às preocupações sobre a segurança de indivíduos que colaboram com investigações que envolvem figuras de alto escalão.

A situação de Mauro Cid representa um exemplo das complexidades que envolvem acordos de colaboração premiada e a proteção de testemunhas. A PF, ao sugerir essa inclusão, demonstra um reconhecimento da importância da proteção a colaboradores, especialmente em casos que envolvem ameaças à segurança pessoal.

A audiência pública e a manifestação da PGR serão cruciais para determinar os próximos passos em relação à segurança de Cid e seus familiares. O desenvolvimento deste caso poderá influenciar as políticas de proteção a testemunhas no Brasil, especialmente em um cenário político tenso e marcado por investigações de grande repercussão.

A atualização sobre o caso de Mauro Cid e a possível inclusão no programa de proteção será acompanhada de perto, dado o impacto que isso pode ter nas investigações em andamento e na segurança de outros colaboradores que possam vir a se manifestar em processos semelhantes.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Rádio e TV Justiça

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