Pressão nas redes sociais afeta tramitação da PEC sobre 6×1 no Senado

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1 está em discussão no Senado, mas não possui uma agenda definida para sua votação. A pressão nas redes sociais sobre a proposta tem gerado desconforto entre os senadores, especialmente em Davi Alcolumbre (União-AP), que se sente incomodado com a situação. Conforme apuração de um analista de Política, a insatisfação de Alcolumbre é notável, com relatos de que ele está irritado com a pressão exercida.

O presidente do Senado interpreta essa mobilização como uma ação coordenada entre o governo, o PT e diversos movimentos sociais, que buscam alterar a posição dos senadores em relação à PEC enviada pela Câmara dos Deputados. Nesse contexto, Rogério Marinho (PL-RN) apresentou uma PEC alternativa, denominada “PEC das Horas Trabalhadas”, que rapidamente conseguiu o apoio de 40 dos 81 senadores, incluindo Davi Alcolumbre.

A proposta de Marinho foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, mas, após a pressão popular e manifestações contrárias, alguns senadores decidiram retirar seu apoio. Entre os que recuaram estão Cleitinho, que é pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos, e Romário (PL-RJ), que enfrentou desgaste político ao manter o apoio à proposta.

A situação no Senado revela que muitos senadores estão desconfortáveis com a discussão, temendo o impacto eleitoral que a votação pode gerar. O receio é que a imagem de se opor a uma folga adicional para os trabalhadores possa prejudicar suas bases eleitorais. Apesar desse cenário, a pressão popular não parece ter sensibilizado Davi Alcolumbre, que prefere não se sentir pressionado.

Alcolumbre teria comunicado a interlocutores do governo Lula que quanto mais pressão for exercida sobre ele, mais ele irá resistir à tramitação do projeto. Essa postura indica um cenário desafiador para a PEC, que continua sem uma previsão clara de avanço no Senado.

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