Júri absolve policial acusado de matar lutador Leandro Lo em São Paulo

O octacampeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo.  • Reprodução/Instagram

Entenda os detalhes do julgamento que resultou na absolvição do ex-tenente da PM Henrique Velozo

Entenda por que o júri absolveu o policial Henrique Velozo, acusado de matar o lutador Leandro Lo em 2022.

O 1° Tribunal do Júri de São Paulo absolveu, nesta sexta-feira (6), o ex-tenente da PM Henrique Otavio Oliveira Velozo, acusado de homicídio do lutador de jiu-jitsu Leandro Lo. O julgamento, que durou três dias, ocorreu no Fórum Criminal da Barra Funda e resultou na decisão do Conselho de Sentença, que acatou as argumentações da defesa, que alegou que Velozo agiu em legítima defesa.

Leandro Lo, octacampeão mundial da modalidade, foi baleado na cabeça durante um show no Esporte Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo, na madrugada do dia 7 de agosto de 2022. O caso gerou grande repercussão e o ex-tenente Velozo permaneceu preso preventivamente até a sua absolvição, sendo transferido para a prisão comum em outubro de 2025.

Detalhes do julgamento e defesa do policial

Durante o julgamento, a defesa de Velozo argumentou que ele se afastou do local após um confronto físico com Lo, que o teria derrubado após uma discussão. Em seguida, o policial retornou armado e disparou contra o lutador, alegando que agiu em legítima defesa. A defesa também destacou contradições nos depoimentos de testemunhas que presenciaram o incidente.

Após as argumentações de ambas as partes, a maioria dos jurados decidiu pela absolvição, considerando que não havia provas suficientes para condenar o policial. O Conselho de Sentença, composto por sete jurados, é responsável por julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio.

O incidente e suas consequências

O incidente que culminou na morte de Leandro Lo ocorreu em agosto de 2022, quando ele se envolveu em uma discussão no clube. Durante a briga, segundo as investigações, Lo teria derrubado o policial, que se retirou do local e retornou armado, efetuando um disparo fatal. Após o disparo, Velozo teria ainda chutado Lo, que já estava desacordado no chão, antes de fugir da cena do crime.

Henrique Velozo se apresentou à Corregedoria da Polícia Militar no dia seguinte ao crime e foi levado à delegacia para prestar depoimento. Sua prisão foi inicialmente decretada de forma temporária e, posteriormente, convertida em preventiva. Na época, o policial foi indiciado por homicídio por motivo fútil, o que aumentou a atenção da mídia e da opinião pública sobre o caso.

Implicações da decisão

A absolvição de Henrique Velozo gerou reações diversas entre a sociedade. Muitos se questionam sobre a legitimidade da defesa usada e o impacto que a decisão pode ter sobre casos futuros envolvendo força policial e uso de armas. O caso de Leandro Lo continua sendo um ponto de discussão em relação à segurança e à atuação da polícia em situações de confronto.

O desfecho deste caso ressalta a complexidade dos julgamentos envolvendo policiais e a necessidade de um olhar atento sobre as práticas de segurança pública e a responsabilidade dos agentes policiais. A decisão do júri levanta questões importantes sobre justiça, responsabilidade e os direitos das vítimas em situações de violência.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: O octacampeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo.  • Reprodução/Instagram

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