Análise das Pesquisas Eleitorais no Paraná: Dados e Manipulações

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A importância das pesquisas eleitorais é inegável, mesmo naquelas consideradas sem relevância para o debate público, como a do IRG no Paraná. Em relatório publicado no dia 15, o IRG revelou a estabilidade nas intenções de voto, com Moro liderando, seguido por Requião Filho em segundo lugar e Rafael Greca e Sandro Alex empatados em terceiro. Esse primeiro cenário apresenta informações úteis e pertinentes para a análise do atual cenário político.

Entretanto, o instituto cometeu erros técnicos que comprometem a credibilidade dos dados apresentados. No segundo cenário da pesquisa, cada pré-candidato ao governo foi vinculado de forma inadequada ao pré-candidato a presidente correspondente. Assim, Moro foi associado a Flávio Bolsonaro, mas isso não alterou suas intenções de voto. Requião Filho foi vinculado a Lula, também sem mudanças significativas. Por outro lado, Greca não foi vinculado a nenhum pré-candidato presidencial, já que o MDB não possui um nome nessa disputa.

Sandro Alex, por sua vez, foi vinculado a Ratinho Jr., que não é candidato a presidente. O PSD, partido de Sandro Alex, possui um pré-candidato ao Planalto, o Caiado. A escolha de associar Sandro Alex ao governador em fim de mandato não se justifica e resulta em uma interpretação distorcida dos números, já que, apesar de Ratinho Jr. ter uma aprovação de 80%, isso não garante a liderança nas intenções de voto para Sandro Alex.

O principal erro nesse segundo cenário foi não testar a possibilidade de outros pré-candidatos ao governo serem apoiados por Ratinho Jr. A questão que se coloca é: Quanto Moro e Greca cresceriam se fossem vinculados ao governador, ao invés de Flávio Bolsonaro? A suposição é que a aprovação de Ratinho Jr. teria um impacto maior nas intenções de voto para ambos do que para Sandro Alex.

É imprescindível que a crítica se direcione não apenas à pesquisa, mas também ao governo e aos meios de comunicação que promoveram um cenário secundário, tecnicamente frágil, como se fosse o principal. A responsabilidade também recai sobre os militantes das redes sociais que, mesmo ao criticar, acabaram por compartilhar conteúdo que não possui base técnica sólida, contribuindo para a confusão no debate público.

As pesquisas, por si mesmas, não erram. O que ocorre é a manipulação dos resultados, que visa confundir a opinião pública e distorcer a realidade política.

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