Monique Medeiros, ex-professora e mãe de Henry Borel, tenta retomar sua vida após quase cinco anos no sistema prisional, mas enfrenta desafios significativos. Em entrevista, o advogado Hugo Novais revelou que, embora tenha conquistado a liberdade, a ex-instrutora vive uma rotina marcada pelo medo e pela reclusão, longe dos holofotes e do convívio social.
A defesa de Monique destacou que sua nova realidade é uma espécie de "segunda prisão", onde o temor de represálias e as constantes ameaças nas redes sociais a fazem evitar qualquer tipo de exposição pública. Novais ressaltou que, mesmo após a decisão judicial que lhe concedeu perdão pelo homicídio culposo, a vida da ex-professora permanece extremamente limitada.
Desde que deixou a prisão, Monique não tem saído de casa, conforme relatou o advogado: "Ela não sai. Não vai nem à esquina comprar um refrigerante". Essa reclusão se deve, em grande parte, às ameaças que continua a receber, resultando em uma vida social praticamente inexistente e sem uma rotina profissional.
Monique, que costumava frequentar academia e salão de beleza, agora dedica seu tempo ao estudo do processo judicial que a envolve. Hugo Novais mencionou que a ex-professora passa horas revisando documentos, laudos periciais e depoimentos relacionados ao caso, demonstrando um profundo conhecimento dos detalhes do processo.
O advogado também comentou sobre as críticas direcionadas a Monique, que muitas vezes são baseadas na expectativa social de que uma mãe deve ser capaz de prever e evitar qualquer risco para seus filhos. Ele argumentou que a complexidade do caso vai além da percepção pública, e que a decisão dos jurados reflete nuances que não foram totalmente compreendidas.
No dia 4 de junho, Monique Medeiros e o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, foram condenados pela morte de Henry Borel. Monique recebeu perdão judicial pelo homicídio culposo e cumprirá, em liberdade, uma pena de 1 ano e 4 meses por tortura por omissão. Já Jairinho foi sentenciado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação durante o processo judicial.