Menino brasileiro sofre amputação de dedos após agressão em escola de Portugal

CNN Portugal

Caso de violência escolar levanta questões sobre segurança e apoio a estudantes

Um menino brasileiro teve dedos amputados após agressão em escola de Portugal, gerando repercussão internacional.

Agressão em escola de Portugal leva à amputação de dedos de menino brasileiro

Um menino brasileiro de nove anos foi vítima de uma agressão grave na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, Portugal, resultando na amputação da ponta dos dedos. O incidente ocorreu no dia 10 de novembro, quando dois colegas prenderam sua mão na porta do banheiro, causando ferimentos severos. A criança foi submetida a uma cirurgia de três horas no Hospital de São João, no Porto, para tratar as lesões.

Repercussão nas redes sociais e apoio da família

A mãe do menino, Nívia Estevam, compartilhou sua experiência nas redes sociais, destacando que seu filho já havia sido alvo de violência escolar anteriormente, incluindo puxões de cabelo e até enforcamento. Em suas publicações, ela expressou sua indignação e pediu ajuda, ressaltando que a criança está enfrentando dificuldades emocionais e físicas em decorrência das agressões. “Ele pediu ajuda, gritou e sangrou dentro do banheiro enquanto as crianças seguravam a porta”, relatou Nívia em entrevista à TVI/CNN Portugal.

Acompanhamento do Itamaraty e da Embaixada do Brasil

Em resposta ao caso, a Embaixada do Brasil em Portugal exigiu informações sobre as medidas que estão sendo tomadas em relação à agressão. O embaixador do Brasil, Raimundo Carreiro Silva, comunicou-se com autoridades portuguesas, solicitando detalhes sobre as providências adotadas e os desdobramentos do caso. A Embaixada também ofereceu assistência jurídica e psicológica à família do menino.

Grupo de advogados e investigação em andamento

A situação gerou mobilização, e um grupo de 18 advogados se ofereceu para defender o menino, abrangendo áreas civil, penal e assistência psicológica. A Inspeção-Geral da Educação de Portugal iniciou um processo para investigar as circunstâncias do incidente, e um inquérito interno foi aberto para apurar os fatos. O caso será avaliado pela Justiça, que decidirá sobre as possíveis consequências para os envolvidos.

Consequências para o menino e sua família

Atualmente, o menino continua em recuperação e passará por uma mudança de bairro e escola, buscando um ambiente mais seguro. Em uma nova publicação, Nívia relatou que seu filho revivi as agressões todas as noites e está tomando medicações para dormir. A situação levanta questões sobre a segurança nas escolas e a necessidade de apoio emocional para crianças vítimas de violência. A mobilização nas redes sociais continua, com muitos apoiadores se unindo à causa e exigindo ações efetivas contra a violência escolar.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: CNN Portugal

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