Duas semanas após o término do julgamento que definiu as condenações relacionadas ao caso de Henry Borel, o Advogado de Monique Medeiros, Hugo Novais, concedeu uma entrevista na qual abordou a apreensão em relação à possível anulação do perdão judicial concedido à sua cliente. Em suas declarações, Novais mencionou um "medo" inerente à situação, destacando que a ex-professora deixou a prisão após a desclassificação da acusação de homicídio doloso para homicídio culposo por omissão, recebendo o perdão judicial que a isentou de cumprir uma pena de 1 ano e 4 meses.
O advogado enfatizou que a preocupação é natural diante dos desdobramentos do caso. Ele afirmou que, embora não possa assegurar um risco iminente de anulação, a tensão que envolve o processo é palpável. "Eu falo com muita franqueza. A Monique está envolvida em todo esse processo, e sem sombras de dúvidas, o medo, eu tenho certeza absoluta que ele é inerente a qualquer pessoa que trabalhe nesse caso", declarou Novais.
O defensor também comentou sobre o julgamento, que se estendeu por 11 dias no Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, ressaltando a profundidade e a minuciosidade do trabalho realizado. Segundo ele, essa extensão do processo reflete a consistência da decisão judicial, que foi meticulosamente elaborada.
"Claro que me causaria muita frustração ver o Tribunal de Justiça anular um trabalho feito por uma mulher de maneira tão plena, tão correta, tão constitucional. Por isso que ele demorou 11 dias, porque se ela fosse uma magistrada que violasse direitos, os trabalhos não iriam demorar 11 dias, porque bastava ela começar a interferir uma série de questões", afirmou o advogado, reforçando a seriedade com que o Tribunal tratou o caso.
A situação de Monique, agora em liberdade, continua a gerar discussões e preocupações sobre as implicações legais que podem surgir a partir do julgamento. A defesa permanece atenta a qualquer desenvolvimento que possa impactar a decisão que garantiu o perdão judicial, enquanto a sociedade observa os desdobramentos do caso que teve grande repercussão na mídia e entre o público.
A demissão da mãe de Henry Borel pela prefeitura do Rio de Janeiro, ocorrida após a saída de Monique da prisão, também adiciona uma camada de complexidade ao contexto, refletindo as tensões ainda presentes em torno do caso, que provocou debates intensos sobre justiça e direitos das crianças.