Trump solicita cessar-fogo e reafirma posição sobre acordo com Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma mensagem clara nesta quinta-feira (18) a Israel e a nações do Oriente Médio, pedindo que cumpram o cessar-fogo estipulado no acordo de paz assinado com o Irã. Trump expressou sua esperança de que haja "um cessar-fogo completo em todas as frentes, incluindo Líbano, Hezbollah e Israel" em uma postagem em sua rede social Truth Social.

No mesmo dia, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez uma publicação sobre o acordo de paz, revelando que, embora tivesse uma opinião divergente sobre o memorando, acabou autorizando sua assinatura pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. Essa declaração reflete as complexidades das negociações e a importância do entendimento entre as partes envolvidas.

Além disso, o Comando Central dos EUA anunciou a suspensão do bloqueio ao tráfego marítimo nos portos e áreas costeiras do Irã, destacando que os navios da Marinha dos EUA continuarão presentes na região. Essa movimentação ocorre em um contexto de tensão, onde a presença militar pode influenciar a estabilidade no Oriente Médio.

Trump também fez questão de afirmar que os EUA não irão pagar os US$ 300 bilhões ao Irã, o que contraria um dos termos do acordo de paz. A cláusula mencionada no documento sugere que "os EUA e seus parceiros regionais" deveriam desenvolver um plano para injetar esse valor para a reconstrução e desenvolvimento econômico do Irã, mas sem especificar a origem desses recursos.

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou, na mesma data, a imposição de novas sanções contra indivíduos e entidades associadas ao Hezbollah, grupo extremista que atua no Líbano e tem o apoio do Irã. As autoridades norte-americanas alegam que certas figuras libanesas têm dificultado o processo de paz no país.

O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, reforçou a necessidade de Israel respeitar o processo de paz com o Irã, condenando ataques em Beirute que resultem em mortes de civis, afirmando que esses atos são "inaceitáveis". Segundo Vance, o acordo traz benefícios para Israel.

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