Uma sessão de emergência referente ao Líbano foi incluída nas negociações entre os EUA e o Irã, que terá início na Suíça. Esta questão será o primeiro ponto a ser discutido, conforme informou um diplomata à CNN neste domingo (21).
Antes de embarcar para a Suíça, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, enfatizou que uma das prioridades é alcançar um cessar-fogo no Líbano, que tem enfrentado novos ataques por parte de Israel. A resolução do conflito na região é considerada "o item mais importante da agenda da delegação iraniana", de acordo com uma fonte do Irã que se manifestou à CNN no sábado (20).
O Irã tem dejado claro que não avançará nas negociações com os EUA enquanto Israel continuar a realizar bombardeios no Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoio do Irã, ainda está em conflito. Além da situação libanesa, as conversas na Suíça também abordarão o Estreito de Ormuz. No dia 20, o comando militar iraniano anunciou que fechará a passagem pelo estreito, citando a situação no Líbano como justificativa.
Os militares dos EUA contestaram a alegação do Irã sobre o controle do canal. O presidente Donald Trump chegou a ameaçar a imposição de pedágios na rota marítima, caso um acordo com Teerã não seja alcançado. Se as negociações progredirem, a próxima fase deverá se concentrar no programa nuclear do Irã. Antes de partir para a Suíça, Vance mencionou a expectativa de avançar nas discussões sobre o tema nuclear neste fim de semana.
No acordo provisório estabelecido, o Irã concordou em não adquirir ou desenvolver armas nucleares. No entanto, as partes decidiram adiar a definição sobre o estoque de material nuclear enriquecido do Irã, com um prazo de 60 dias para negociar os termos finais.
O destino do urânio enriquecido tem sido um dos principais pontos de discórdia nas negociações anteriores, configurando-se como um desafio significativo nas tratativas futuras.