O goleiro Eloy Room, representando Curaçao, teve uma atuação memorável durante o empate sem gols contra o Equador, no último sábado (20), em Kansas City. Com 15 defesas ao longo da partida, Room garantiu o primeiro ponto da seleção na história das Copas do Mundo, um feito significativo para o país.
Com seu desempenho, Eloy Room se aproximou de um dos recordes mais notáveis da competição. O ex-goleiro da seleção dos Estados Unidos, Tim Howard, ainda detém a marca de 16 defesas em uma única partida, alcançada durante a Copa de 2014, no Brasil, em um jogo contra a Bélgica, que terminou em 2 a 1 para os europeus.
Após o jogo, Room comentou, de forma bem-humorada, sobre a possibilidade de ter ameaçado o recorde de Howard. O goleiro expressou seu desejo de ter alcançado a marca, mas ressaltou que estava satisfeito com sua performance. "Fiquei um pouco incomodado por não ter alcançado o recorde de Tim Howard, mas acho que ele estava suando na frente da televisão porque cheguei perto", afirmou na coletiva de imprensa.
Embora não tenha superado o recorde oficial reconhecido pela FIFA, sua atuação é notável por ter registrado o maior número de defesas de um goleiro em uma partida de Copa do Mundo sem sofrer gols. Além disso, as 15 defesas ocorreram em apenas 90 minutos, ao contrário da performance de Howard, que aconteceu em um jogo que se estendeu por 120 minutos devido à prorrogação.
O feito de Room se torna ainda mais impressionante, considerando que ocorreu logo após uma derrota expressiva de Curaçao por 7 a 1 contra a Alemanha, na qual ele havia realizado apenas quatro defesas em 12 finalizações. O goleiro, ao refletir sobre sua performance, brincou que merece uma homenagem em seu país. "Acho que preciso de uma estátua em Curaçao agora", comentou, em tom leve.
Room também destacou a importância do trabalho em equipe, enfatizando que seu sucesso não seria possível sem a colaboração de seus companheiros. "É inacreditável. E eu não poderia fazer isso sozinho. Fizemos isso como time, com os defensores, os meio-campistas e os atacantes. Foi um trabalho coletivo", disse ele.