O marketing digital não é mais só estar bem posicionado no Google ou nas redes sociais
As empresas começaram a perceber uma mudança silenciosa e decisiva no comportamento de busca na internet. Agora em vez de clicar, o consumidor pergunta para a Inteligência Artificial. E quem não se adapta simplesmente deixa de ser considerado nos resultados de busca. O marketing digital não é mais só estar bem posicionado no Google ou nas redes sociais.
A mudança não foi anunciada oficialmente. Mas ela já começou. E está acontecendo agora, neste momento. Do clique à resposta: o comportamento mudou. Durante anos, o jogo era claro: aparecer no Google gerava cliques e convertia em vendas. Hoje, esse caminho está sendo encurtado.
Segundo recentes estudos da SparkToro, em parceria com a SimilarWeb, mais de 50% das buscas no Google Search já terminam sem nenhum clique, as chamadas “zero-click searches”. “Ao mesmo tempo, o uso de ferramentas como ChatGPT, Google Gemini e outras plataformas de inteligência artificial vem crescendo rapidamente como mecanismos de descoberta. Ou seja: o usuário não quer mais navegar. Ele quer uma resposta”, explica Lucas Raganhan, fundador da Sirène Media & Strategy, agência de marketing com foco em SEO e GEO.
O internauta pergunta, por exemplo: “Me indique um bom advogado” e a IA responde. Essa mudança altera completamente a lógica do marketing. Em vez de buscar “advogado especializado em…”, o usuário pergunta: “Me indique um advogado confiável nessa área”. E a resposta vem pronta. Sem lista. Sem comparação. Sem clique. A escolha já foi feita.
Mas com base em quê a IA escolhe para o usuário? Essa é a pergunta certa e é aqui que entra a estratégia de marketing com a técnica de GEO (Generative Engine Optimization) do inglês: otimização de buscas por mecanismos de inteligência artificial. Quando a recomendação vem da IA, e não do usuário.
Segundo Lucas Raganhan, empresas que estruturaram bem sua presença digital com técnicas de SEO (Search Engine Optimization) e presença em multicanais, começaram a perceber algo curioso: “Um escritório jurídico com atuação em um nicho específico passou a receber contatos de clientes dizendo que foi recomendado por IA. Uma assessoria de imprensa começou a receber pedidos de orçamento com uma justificativa direta: ‘Vocês apareceram como uma das empresas mais bem avaliadas no ChatGPT’. Sem anúncio. Sem campanha ativa. Sem tráfego pago. A recomendação veio da interpretação de dados públicos na internet”.
O que a IA “enxerga” sobre a sua empresa
Ferramentas como ChatGPT e Gemini não funcionam como buscadores tradicionais. Elas interpretam contexto, reputação e consistência. Na prática, elas analisam sinais como:
– Presença estruturada no Google com SEO (Google Business Profile)
– Avaliações e reputação online
– Conteúdo no site com SEO aplicado (clareza, autoridade, consistência)
– Citações em diferentes plataformas
– Coerência de posicionamento digital
Ou seja: não basta existir. É preciso ser compreendido.
O SEO não acabou, ele evoluiu
É aqui que entra uma mudança importante. O SEO tradicional não deixa de existir. Mas ele passa a ser apenas parte da estratégia. Surge um novo conceito: GEO: Generative Engine Optimization.
Mais do que ranquear páginas, agora o desafio é: ser compreendido, confiável e recomendável para sistemas de IA. “Antes, o objetivo era aparecer na primeira página. Hoje, o objetivo é ser a resposta.”, cita Raganhan.
No modelo antigo, você competia por atenção. No novo modelo, você compete por confiança. A diferença é sutil, mas profunda. Antes: o usuário escolhia entre opções. Agora: a IA sugere por você. E, na maioria das vezes, o usuário aceita.
Muitas empresas estão tentando “entrar na IA” focando apenas em redes sociais. Esse é um erro. A base de tudo ainda é: um site bem estruturado; SEO bem aplicado; presença consistente no Google e conteúdo com clareza e autoridade. Sem isso, não há dado suficiente para a IA confiar. A inteligência artificial não inventa reputação. Ela interpreta o que já existe.
No atual cenário, a pergunta deixa de ser: “Como aparecer no Google?”. E passa a ser: “Minha empresa seria recomendada por uma IA hoje?”. Se a resposta for não, talvez o problema não seja visibilidade. Seja posicionamento.
A Sirène Media & Strategy atua na estruturação estratégica de presença digital para empresas que desejam crescer com consistência, no Google, nas plataformas e agora também nos mecanismos de inteligência artificial.
Fonte e foto: Assessoria de Imprensa.